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Duas viaturas dos Bombeiros Voluntários de
Setúbal foram penhoradas por uma empresa fornecedora de
fardamentos devido à falta de pagamento de uma dívida de cerca
de 18.000 euros, disse hoje o presidente da direcção, José Luís
Bucho.
"Fomos notificados da penhora de uma ambulância
de socorro e de um veículo de combate a incêndios florestais
devido ao não pagamento de duas facturas de cerca de 18.000
euros, de 2004, a uma empresa de Braga", disse José Luís Bucho,
salientando a importância operacional das duas viaturas.
O presidente da Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Setúbal adiantou que a actual direcção,
que tomou posse há cerca de dois anos, herdou uma dívida de
cerca de 500.000 euros da anterior gestão.
"Propusemos um acordo de pagamento às Finanças, à
Segurança Social e às empresas credoras, que aceitaram quase
todas a calendarização de pagamentos que lhes apresentámos",
disse, lamentando a atitude da empresa fornecedora de
fardamentos.
"Estranho é que não nos tenham dado resposta quando
propusemos o plano de pagamento e que, sem qualquer resposta,
venham logo com a penhora das duas viaturas", acrescentou José
Luís Bucho.
O responsável dos Bombeiros Voluntários de Setúbal
acredita, no entanto, que ainda é possível chegar a um acordo
com a empresa credora uma vez que se trata de uma empresa ligada
ao sector.
Contactado pela Lusa, o antigo presidente da direcção dos
Bombeiros Voluntários de Setúbal, Carlos Candeias, justificou a
dívida existente na altura com a alegada falta de apoios de
diversas entidades e empresas, mas escusou-se a especificar a
quem se referia.
"Guardo isso para outra altura, mas lembro que o período
entre 2000 e 2005 foi de grandes dificuldades, o que também
reduziu a possibilidade de conseguirmos alguns apoios ao nível
do mecenato", disse.
Carlos Candeias garantiu, no entanto, que "a actual direcção foi
informada de todas as dívidas da corporação e das dificuldades
que iria encontrar na associação".
"Eu quando entrei para a direcção dos Bombeiros Voluntários também
tive de resolver problemas da anterior gestão", concluiu Carlos
Candeias.
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