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O reitor da Universidade de Évora, Jorge
Araújo, apelou hoje à união de esforços no seio da instituição
para uma gestão racional dos recursos, atendendo às restrições
orçamentais que atingem a academia.
Numa sessão de apresentação do plano de actividades da
universidade para este ano, Jorge Araújo preferiu transmitir uma
"mensagem de esperança", afirmando-se convicto de que "será
possível vencer as dificuldades e tirar proveito dos desafios".
Nesse sentido, defendeu uma união de esforços no
sentido da promoção da gestão racional dos recursos,
diversificação das fontes de receita, estabelecimento de
parcerias e do fomento da cultura transversal da qualidade e da
disciplina.
"Em 2007 estará em causa, em primeiro lugar, a
sustentabilidade financeira da instituição", declarou o reitor,
chamando à atenção para a "imperativa necessidade" de aumentar a
receita e diminuir a despesa.
De acordo com Jorge Araújo, as restrições orçamentais a que a
Universidade de Évora está este ano sujeita "atingiram níveis
nunca antes impostos à instituição".
"Além de uma redução orçamental de cerca de 6,5 por cento
relativamente ao orçamento transferido em 2006 e da não
compensação pelo aumento salarial da Função Pública, acresce
agora, por força da Lei do Orçamento, um novo encargo resultante
da contribuição para a Caixa Geral de Aposentações de um
montante equivalente a 7,5 por cento dos salários", explicou.
Apesar das preocupações financeiras, Jorge Araújo garantiu
uma "governação estratégica perspectivada para o futuro", que
passa pela consolidação da capacidade científica instalada e
pela captação de mais alunos e conquista de novos públicos.
A par do reconhecimento do estatuto de universidade europeia,
o reitor defendeu ainda a melhoria da vida académica, a revisão
estatutária e o desenvolvimento de uma cultura de rigor, de
qualidade e de coesão institucional.
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