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Município vai recuperar 155 habitações degradadas centro histórico

08/03/07

 

    O município de Portalegre vai reabilitar 155 habitações, em edifícios degradados ou devolutos existentes no centro histórico, num projecto que ascende a mais de nove milhões de euros, a concretizar até 2011, foi hoje anunciado.

      Segundo a Câmara Municipal, presidida por José da Mata Cáceres, o projecto foi alvo de uma candidatura apresentada ao Instituto Nacional de Habitação (INH), já aprovada e homologada pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades.

     O respectivo protocolo, para formalizar a intervenção, deverá ser assinado, na próxima semana, entre a autarquia e o INH, em data ainda por definir, adiantou à agência Lusa fonte camarária.

     O município assegura que tem dedicado "especial atenção" à área da habitação, elegendo como estratégia, sobretudo, a "reabilitação dos inúmeros prédios degradados" do centro histórico, "em detrimento da construção de novos bairros periféricos".

    O projecto agora aprovado envolve um investimento estimado que ronda os 9,1 milhões de euros, metade dos quais, mais de 4,5 milhões de euros, sob a forma de comparticipação a fundo perdido a conceder pelo INH.

     A outra metade, de acordo com a autarquia, assumirá a forma de empréstimo bonificado, a conceder directamente pelo INH ou através de uma instituição de crédito.

     Para intervir nas 155 habitações, o município vai adquirir no mercado imobiliário edifícios degradados e/ou devolutos, nos quais vai realizar obras de reabilitação, a partir deste ano e até 2011.

    O objectivo desta recuperação, para posterior encaminhamento para habitação social, acrescenta a autarquia, passa pela construção de 36 habitações T0, 20 T1, 70 T2 e 27 T3.

   "Tudo isto foi precedido da venda de casas de habitação social, em regime de renda resolúvel, proporcionando a aquisição de habitação própria às famílias e antecipando as receitas da venda destas casas para aplicação no projecto", explica a câmara.

     Esta intervenção é justificada pela autarquia com a necessidade de contrariar o "progressivo abandono" de que é alvo o centro histórico da cidade, mercê do "envelhecimento da população", que leva a um "aumento de degradação dos edifícios e à sua desertificação".

    "A câmara está consciente de que esta situação tem de ser invertida e, através deste projecto, iremos conseguir imprimir uma nova dinâmica à cidade antiga, criando uma imagem viva do centro histórico, onde as pessoas possam viver com maior qualidade", pode ler- se no comunicado.

   Projecto idêntico já foi desenvolvido pelo município numa rua do centro histórico (Rua da Misericórdia), com a recuperação de dois edifícios degradados e criação de oito apartamentos, atribuídos e habitados por outras tantas famílias.

    "Os resultados obtidos, no que diz respeito à disponibilização de mais habitação social e no que [a intervenção] significou em termos de reabilitação e recuperação urbanística na zona mais antiga da cidade, levou-nos a decidir aprofundar e alargar este conceito, em vez de investir na construção de blocos de apartamentos", acrescenta.
 

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