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O presidente da Associação da Indústria e
Comércio dos Chineses em Portugal (AICCP) justificou hoje a
importação de mão-de-obra chinesa para o pólo empresarial que
vai ser criado em Beja, com as dificuldades na contratação de
operários têxteis portugueses.
Y Ping Chow confirmou que a instalação, em Beja, de
empresas têxteis chinesas, implica a importação de mão-de-obra
chinesa, mas rejeitou que o projecto espere apoios do governo
português.
O investimento vai ser "exclusivamente privado e chinês
ou de parceiros portugueses", garantiu o empresário.
Salientando que é "difícil" entrar no sector têxtil
português, Y Ping Chow disse hoje que os empresários chineses,
para se instalarem em Portugal, "vão precisar da colaboração de
parceiros e sócios portugueses".
Neste sentido, Y Ping Chow adiantou que a AICCP tem contactado
empresas portuguesas do sector têxtil, nomeadamente das regiões
de Guimarães e Vale do Ave (Minho), com vista à criação de "joint
ventures", "benéficas" para os empresários chineses e
portugueses.
Os empresários chineses podem "beneficiar da tecnologia portuguesa
e de maiores facilidades em entrar no mercado europeu" e os
empresários portugueses "terão a oportunidade de avançar para a
China", defendeu Y Ping Chow.
A AICCP quer criar, junto ao futuro aeroporto de Beja, um
parque empresarial dotado de condições para se transformar numa
plataforma logística para abastecimento e distribuição de
produtos chineses destinados à Europa.
Além da plataforma logística, a AICCP pretende também
instalar no parque, com uma extensão superior a 100 hectares,
fábricas de produtos de empresas chinesas e que se destinam à
comercialização no mercado europeu.
Em meados de Fevereiro, Y Ping Chow revelou que há pequenas e
médias empresas chinesas interessadas em instalar-se em Beja,
sobretudo fábricas do sector têxtil e de vestuário, que irão
recorrer a mão-de-obra chinesa.
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