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Chineses em Beja em pólo têxtil por "dificuldades na contratação de portugueses"

08/03/07

 

    O presidente da Associação da Indústria e Comércio dos Chineses em Portugal (AICCP) justificou hoje a importação de mão-de-obra chinesa para o pólo empresarial que vai ser criado em Beja, com as dificuldades na contratação de operários têxteis portugueses.

     Y Ping Chow confirmou que a instalação, em Beja, de empresas têxteis chinesas, implica a importação de mão-de-obra chinesa, mas rejeitou que o projecto espere apoios do governo português.

     O investimento vai ser "exclusivamente privado e chinês ou de parceiros portugueses", garantiu o empresário.

     Salientando que é "difícil" entrar no sector têxtil português, Y Ping Chow disse hoje que os empresários chineses, para se instalarem em Portugal, "vão precisar da colaboração de parceiros e sócios portugueses".

   Neste sentido, Y Ping Chow adiantou que a AICCP tem contactado empresas portuguesas do sector têxtil, nomeadamente das regiões de Guimarães e Vale do Ave (Minho), com vista à criação de "joint ventures", "benéficas" para os empresários chineses e portugueses.

   Os empresários chineses podem "beneficiar da tecnologia portuguesa e de maiores facilidades em entrar no mercado europeu" e os empresários portugueses "terão a oportunidade de avançar para a China", defendeu Y Ping Chow.

    A AICCP quer criar, junto ao futuro aeroporto de Beja, um parque empresarial dotado de condições para se transformar numa plataforma logística para abastecimento e distribuição de produtos chineses destinados à Europa.

    Além da plataforma logística, a AICCP pretende também instalar no parque, com uma extensão superior a 100 hectares, fábricas de produtos de empresas chinesas e que se destinam à comercialização no mercado europeu.

    Em meados de Fevereiro, Y Ping Chow revelou que há pequenas e médias empresas chinesas interessadas em instalar-se em Beja, sobretudo fábricas do sector têxtil e de vestuário, que irão recorrer a mão-de-obra chinesa.
 

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