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Federação Têxtil Portugal nega falta de mão-de-obra portuguesa

08/03/07

 

       A Federação da Indústria Têxtil e de Vestuário de Portugal (FITVEP) rejeitou hoje terminantemente que a importação de mão-de-obra chinesa para o pólo empresarial a criar em Beja resulte da indisponibilidade de operários portugueses.
     "Num país como o nosso, em que se regista o maior nível de desemprego de sempre no sector têxtil, não acredito que haja qualquer dificuldade em encontrar mão-de-obra portuguesa especializada e disponível", afirmou o presidente da FITVEP, José Robalo.

     Garantindo que não faltarão candidatos portugueses dispostos a preencher vagas na indústria têxtil, dados os números sem precedentes de desemprego no sector, José Robalo acrescentou que, mesmo que não os houvesse, existem em Portugal centros protocolares de formação do Estado que "rapidamente formariam mão-de-obra" para o efeito.

     Segundo o presidente da FITVEP, a anunciada decisão de instalação em Portugal de um pólo empresarial com unidades chinesas não passa de uma "tentativa para branquear" a verdadeira origem dos produtos.

    "Muita gente já não quer, nem de borla, produtos chineses, por não querer compactuar com os atentados aos direitos humanos que se sabe serem praticados na China", explicou.

    Ao abrirem fábricas em Portugal, "nem que seja só para cá pôr um botão", os produtos chineses podem sair para o mercado com a etiqueta 'made in UE' (feito na União Europeia), contornando assim as reservas de muitos consumidores.

    "Não passa de mais uma forma de alguns produtores chineses virem para a Europa para branquear os seus produtos", concluiu.

   A AICCP revelou recentemente querer criar, junto ao futuro aeroporto de Beja, um parque empresarial dotado de condições para se transformar numa plataforma logística para abastecimento e distribuição de produtos chineses destinados à Europa.

    Além da plataforma logística, a AICCP pretende também instalar no parque, com uma extensão superior a 100 hectares, fábricas de produtos de empresas chinesas e que se destinam à comercialização no mercado europeu.
 

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