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Município de Beja contra mão-de-obra chinesa em pólo empresarial a criar na cidade

09/03/07

 

       O presidente do município de Beja admitiu denunciar o protocolo assinado com empresários chineses, depois de informações de que o pólo empresarial a criar na cidade conta com a importação de mão-de-obra chinesa.

     Apesar de considerar "evidente que uma empresa estrangeira que se instale em Beja, ou noutro sítio qualquer, terá mão-de-obra do país de origem", o autarca considerou "imprescindível uma componente importante de mão-de-obra nacional".

    "Caso contrário, não se instalarão cá empresas só com trabalhadores de outro país. Muito menos com o argumento de que em Portugal não há operários", garantiu.

    Caso se confirmem as intenções dos empresários chineses em importar mão-de-obra chinesa, Francisco Santos admitiu ainda "denunciar, de imediato" o protocolo assinado com a AICCP, lembrando que, "como é evidente, no acordo, não há nada estabelecido em relação ao facto de a mão-de-obra ser preferencialmente chinesa".

    Por seu lado, Y Ping Chow, voltou a dizer que as empresas que se instalarem em Beja "vão recorrer a mão-de-obra chinesa".

   "Os empresários vão querer trazer pessoal de trabalho e de gestão, pessoas que sabem, que gerem e que são de confiança dos investidores", disse, salientando que tal "não quer dizer que todos os trabalhadores serão chineses".

   A AICCP revelou recentemente querer criar, junto ao futuro aeroporto de Beja, um parque empresarial dotado de condições para se transformar numa plataforma logística para abastecimento e distribuição de produtos chineses destinados à Europa.

    Além da plataforma logística, a AICCP pretende também instalar no parque, com uma extensão superior a 100 hectares, fábricas de produtos de empresas chinesas e que se destinam à comercialização no mercado europeu.

    Para promover o projecto e atrair investimentos chineses e de outros países do Extremo Oriente, a autarquia de Beja assinou, em Fevereiro, um protocolo de colaboração com a AICCP, que inclui também, como parceiros, a Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (AEBAL) e a Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB).
 

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