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Os presidentes das câmaras municipais de Odemira,
Pombal, Santiago do Cacém e Tomar - concelhos onde as cheias de
há quatro meses provocaram prejuízos avultados - vão solicitar
uma audiência ao primeiro-ministro, alegando que não receberam
ainda qualquer apoio da Administração Central. A decisão foi
tomada, ontem, durante uma reunião promovida pelo autarca de
Santiago do Cacém, Vítor Proença.
"Os prejuízos foram avultados, conforme relatórios devidamente
circunstanciados e documentados enviados às entidades
competentes, não tendo os Municípios em questão recebido, até à
data, qualquer indicação de que seriam ressarcidos através de
contrato-programa ou por outra forma de apoio financeiro". Além
disso, garantem os autarcas, "não são ainda conhecidas, apesar
de previstas na lei, as obras a cargo das oito entidades
incumbidas pelo Governo de as realizar".
Face aos actuais "constrangimentos em termos orçamentais" - acusam
os presidentes das quatro câmaras municipais - "torna-se
insustentável assegurar a reparação e recuperação dos
equipamentos e infra-estruturas mais afectadas, tendo em conta
as carências básicas e lacunas ainda existentes a nível local em
cada um dos municípios".
Recorde-se que as fortes chuvadas que ocorreram há cerca de quatro
meses nos concelhos que subscrevem o comunicado, provocaram
danos em habitações, em muitas acessibilidades e edifícios de
usufruto público. |
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