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Cerca de cem viaturas participaram ontem numa
marcha automóvel com buzinão, em Montargil, concelho de Ponte de
Sôr, para protestar contra a redução do horário de funcionamento
das urgências e a falta de médicos no centro de saúde.
A iniciativa, que reuniu cerca de 300 pessoas,
serviu também para "expressar a revolta popular contra a falta
de obras de conservação" na unidade de saúde e para alertar a
classe política para a "situação insustentável que se vive em
Montargil", declarou António Manuel Teles, porta-voz da Comissão
de Utentes.
Num comunicado distribuído pela população, a
Comissão de Utentes exigiu "decisões urgentes", depois de, no
início do ano, ter solicitado, por duas vezes, uma audiência ao
ministro da Saúde. De ambas as vezes, e até ao momento, não
houve resposta.
António Teles não fecha a porta a uma negociação com o
governo, à semelhança do que aconteceu com vários municípios do
país, mas não abdica da "colocação de quatro médicos e do
alargamento do horário do serviço de urgência para 24 horas por
dia".
António Teles manifestou a convicção de que "a marcha
automóvel seja suficiente para alertar a classe política para o
estado em que a saúde se encontra em Montargil".
No entanto, prometeu continuar os protestos, considerando que
"sem luta não se defendem direitos".
Desde Outubro do ano passado o horário das urgências da
unidade de Montargil foi reduzido e, para além disso, o número
de médicos passou de quatro para dois. A unidade presta cuidados
de saúde a cerca de quatro mil habitantes.
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