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As duas estradas nacionais de acesso ao
concelho alentejano de Alvito, Beja, estão degradadas e
apresentam vários perigos para a circulação automóvel, um
problema que o município quer ver resolvido com urgência.
"Já não se trata apenas de maus acessos, mas de
estradas num estado lastimável de degradação, favorável à
ocorrência de acidentes", disse o presidente da Câmara de
Alvito, João Paulo Trindade, considerando ser "urgente reparar
as duas únicas estradas de acesso a Alvito".
Traçados "sinuosos", faixas estreitas e pisos "irregulares, cheios
de buracos, lombas e bermas profundas" são alguns problemas que,
de acordo com o autarca, afectam as estradas nacionais 257 e
258.
Falta de protecções laterais e de sinalização, além da
vegetação marginal alinhada com as faixas de rodagem "impedindo
uma condução segura por falta de visibilidade", são outros dos
exemplos apontados pelo presidente da câmara.
De acordo com João Paulo Trindade, a situação "está a
pôr em causa as ambições de desenvolvimento do concelho e a
qualidade de vida dos cerca de 1.400 habitantes".
Para "tentar resolver o problema", explicou o autarca,
a Assembleia Municipal de Alvito enviou um ofício ao secretário
de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo
Campos, no qual dá conta do estado de degradação das estradas e
reivindica a sua "reparação urgente".
O envio do ofício, aprovado por unanimidade na última reunião
daquele órgão municipal, acrescentou João Paulo Trindade, surge
após várias diligências por parte da autarquia junto da empresa
Estradas de Portugal.
A empresa que gere as rodovias nacionais, segundo o autarca,
"apenas tem dito que os serviços competentes estão a analisar a
viabilidade de uma intervenção, em 2007, no âmbito do Plano de
Tratamentos Superficiais".
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