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Agricultores criticam maior integração do concelho na Rede Natura 2000

16/03/07

 

     Os agricultores de Moura criticam a prevista integração de mais sete por cento da área do concelho alentejano na Rede Natura 2000, alegando que irá "impedir" o desenvolvimento de várias explorações agrícolas sem que estejam previstas compensações.

      Esta é uma das principais preocupações que saíram de uma semana de contactos entre a Câmara Municipal de Moura e os agricultores da região, cujos resultados, hoje divulgados, vão ser transmitidos ao ministro da Agricultura, Jaime Silva.

      Para tal, o município já pediu uma audiência ao governante para transmitir as preocupações e propostas dos agricultores da região, manifestadas no âmbito da iniciativa da autarquia "Primeiro o Local", que foi dedicada à agricultura.

     A autarquia revela que, durante o encontro, os agricultores criticaram a integração prevista de mais sete por cento da área do concelho de Moura na Rede Natura 2002, que irá aumentar para "59 por cento a área sujeita a diversas condicionantes e proibições".

   A necessidade de "alargar e acelerar" a criação de novas áreas de regadio previstas para a Margem Esquerda do Guadiana, no âmbito do empreendimento do Alqueva, é outra das preocupações manifestadas pelos agricultores.

   Os homens da terra analisaram ainda as políticas agrícolas dos últimos governos e a intervenção do Ministério da Agricultura na União Europeia, tendo concluído que "é necessário alterar a legislação e, sobretudo, ter uma maior capacidade de negociação junto de Bruxelas".

    A elaboração de planos de gestão para as três zonas de protecção especial nos concelhos de Moura e Barrancos, a reconversão da produção agrícola, a alteração das práticas agrícolas e a gestão sustentável da floresta, são algumas das propostas dos agricultores.

    O desenvolvimento de produtos de qualidade, a expansão diversificada das medidas agro-industrias e dos produtos denominados de origem protegida, a aposta no olival e na produção de azeite e o apoio diferenciado à agricultura familiar e ao rejuvenescimento empresarial, são as outras estratégias defendidas pelos agricultores no documento.
 

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