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A zona industrial de Arcos, no concelho
de Estremoz, destinada à grande indústria, tem a viabilidade
comprometida devido à falta de financiamento, problemas com o
projecto e dois processos judiciais.
O financiamento das obras de infra-estruturas da zona industrial,
um investimento de cinco milhões de euros, não foi aprovado
durante o III Quadro Comunitário de Apoio (QCA).
A anterior gestão do município, mandou efectuar um projecto de
infra-estruturas da zona industrial, mas não foi feito um estudo
de impacto ambiental. O projecto não contempla o abastecimento
de água, nem uma Estação de Tratamento de Águas Residuais,
necessária para uma zona industrial deste tipo.
Por outro lado, regista-se a existência de dois processos em
tribunal, apresentados por antigos proprietários dos terrenos.
Um dos antigos proprietários contesta a legalidade da
expropriação, enquanto o outro discorda do valor por metro
quadrado atribuído ao terreno.
Agora, o avanço do pólo industrial está condicionado, e segundo
José Alberto Fateixa presidente do município, um possível
financiamento comunitário, através do Quadro de Referência
Estratégico Nacional (QREN), em vigor até 2013, poderá ser a
resolução dos problemas existentes.
José Alberto Fateixa avançou ainda que uma possível alternativa à
zona industrial de Arcos terá de ser avaliada de acordo com o
Plano Director Municipal (PDM). O PDM de Estremoz vai ser
revisto, considerando o município que no novo plano devem ser
definidos os novos espaços para a instalação de empresas.
Na opinião do autarca, a alternativa poderia passar pelo
alargamento da zona industrial de Estremoz, a reformulação da
zona industrial de Arcos ou a criação de uma nova zona
industrial. Na zona industrial de Arcos, de acordo com o
projecto existente, com um total de 65 hectares de terreno,
poderiam vir a ser instaladas 26 unidades de indústria pesada.
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