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Ambiente chumba localização da Central Ciclo Combinado na zona portuária de Sines

28/03/07

 

    O Ministério do Ambiente chumbou a localização da central de ciclo combinado da Galp Power na zona portuária de Sines, uma decisão que mereceu o acordo da Câmara Municipal de Sines.

     Na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) à execução do projecto da Central de Ciclo Combinado da Galp Power, datada de 19 de Março, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, dá parecer desfavorável à localização do projecto.

     A Câmara Municipal de Sines (CMS), em comunicado afirma que a DIA "vem ao encontro da posição adoptada" pela autarquia, que se tem oposto à localização pretendida pela Galp Power.

     Esta empresa pretendia instalar uma unidade de indústria pesada para a produção de energia eléctrica na área portuária de Sines.

     A câmara rejeitou a proposta, alegando que aquela zona fica junto à malha urbana, é uma área de crescimento natural da cidade que fica fora das zonas designadas para o efeito pelo Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM).

     O presidente da autarquia, Manuel Coelho (CDU), rejeita "por completo" aquela localização, alegando tratar-se de um "atropelo grosseiro" ao planeamento e ordenamento do território municipal aprovado em Conselho de Ministros, e põe "em risco o bem-estar da cidade e da sua população".

     Na DIA, o Ministério do Ambiente considera que a única localização considerada pelo projecto insere-se numa área classificada como "Área Portuária", sendo que a Central de Ciclo Combinado é uma unidade industrial destinada à produção de energia eléctrica sem relação funcional com a actividade portuária.

     O governo considerou ainda que a localização do projecto contraria o PDM de Sines, que determina que as indústrias pesadas e de grandes dimensões não devem instalar-se junto a zonas habitacionais, como seria o caso.

    "O único fundamento da localização do projecto na referida área portuária é a possibilidade de acesso à fonte de água fria rejeitada pelo terminal de GNL, sendo questionável esta possibilidade, pelo menos para a totalidade da água de arrefecimento do circuito hidráulico de um dos grupos da central", lê-se na DIA.

   Além do município de Sines, também a associação ambientalista Quercus tinha contestado o facto de o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) - que antecede a DIA - apenas ter analisado uma localização para a Central de Ciclo Combinado, ameaçando apresentar uma denúncia na Comissão Europeia.
 

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