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O ministro da Economia, Manuel Pinho, apontou
hoje a central solar de Serpa, a maior do mundo, como um "passo
importante" para Portugal, que já está na "linha da frente" do
renovável, atingir as metas traçadas nesse campo.
Segundo o ministro, que falava na cerimónia de inauguração da
central solar de Serpa, no distrito alentejano de Beja, as metas
portuguesas implicam que, em 2020, "45 por cento da energia
nacional" tenha que ser produzida a partir de renováveis, como
"a água, o vento, o sol e a biomassa".
Elogiando a infra-estrutura fotovoltaica que foi instalada na
zona de Brinches (Serpa), o governante considerou que o projecto
resulta da "capacidade de execução dos empresários nacionais e
internacionais" que estão a "olhar, de forma muito positiva,
para tudo o que está a ser feito" na área das renováveis em
Portugal.
Manuel Pinho salientou que o "entusiasmo" pelas fontes de
energia limpa é "tão grande", que o Governo "já aumentou" os
objectivos relativamente à produção de energia solar (de 150
para 200 MW) e de biocombustíveis (de cinco para dez por cento).
Argumentando que "o futuro está nas energias renováveis", o
ministro da Economia sublinhou que o objectivo traçado nesse
capítulo reflecte a "aposta do Governo".
De acordo com Manuel Pinho, Portugal tem que "reduzir a sua
dependência energética", mas, ao mesmo tempo, o país enfrenta o
"grande desafio das alterações climáticas, causadas pelas
emissões excessivas de dióxido de carbono (CO2)".
Num comunicado distribuído hoje aos jornalistas pela General
Electrics, proprietária da central solar de Serpa, é recordado
que "Portugal é fortemente dependente da importação de
combustíveis fósseis".
"E as emissões de CO2 aumentaram 34 por cento desde 1990, um
dos crescimentos mais rápidos a nível mundial", refere ainda o
comunicado.
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