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Quase 2/3 com vínculo precário no Hospital do Litoral Alentejano

29/03/07

 

    O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses entregou ontem, no Ministério da Saúde, um abaixo-assinado para exigir "medidas urgentes" que resolvam a precariedade laboral que afecta quase dois terços daqueles profissionais no Hospital do Litoral Alentejano.

   De acordo com o sindicato, o Hospital tem um total de 173 enfermeiros, 109 dos quais (quase dois terços) estão "a contrato a termo certo", o que corresponde a um vínculo "precário e instável".

    Apenas 64 enfermeiros da mesma instituição, acrescenta o Sindicato, possuem "vínculo definitivo à função pública".

    Para contestar este cenário e exigir "medidas urgentes" do Ministério da Saúde, uma delegação sindical entregou ontem um abaixo-assinado, subscrito por "uma grande percentagem dos enfermeiros" do Hospital, a um elemento do gabinete do ministro Correia de Campos. O documento foi subscrito por 120 dos 173 enfermeiros.

   Os enfermeiros pretendem que o ministro da Saúde "tome as devidas providências" para "acabar com os vínculos precários", nomeadamente através da "urgente abertura de um concurso" para preenchimento de vagas.

   A delegação sindical aguarda, agora, que o ministro da Saúde resolva a situação, ameaçando com novas acções de protesto se nada for feito.

    Já no início deste mês, o SEP tinha ameaçado avançar com várias greves, caso o ministro da Saúde não resolvesse a precariedade laboral que, segundo o sindicato, afecta muitos dos profissionais do sector.
 

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