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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses
entregou ontem, no Ministério da Saúde, um abaixo-assinado para
exigir "medidas urgentes" que resolvam a precariedade laboral
que afecta quase dois terços daqueles profissionais no Hospital
do Litoral Alentejano.
De acordo com o sindicato, o Hospital tem um total de 173
enfermeiros, 109 dos quais (quase dois terços) estão "a contrato
a termo certo", o que corresponde a um vínculo "precário e
instável".
Apenas 64 enfermeiros da mesma instituição, acrescenta o
Sindicato, possuem "vínculo definitivo à função pública".
Para contestar este cenário e exigir "medidas urgentes" do
Ministério da Saúde, uma delegação sindical entregou ontem um
abaixo-assinado, subscrito por "uma grande percentagem dos
enfermeiros" do Hospital, a um elemento do gabinete do ministro
Correia de Campos. O documento foi subscrito por 120 dos 173
enfermeiros.
Os enfermeiros pretendem que o ministro da Saúde "tome as devidas
providências" para "acabar com os vínculos precários",
nomeadamente através da "urgente abertura de um concurso" para
preenchimento de vagas.
A delegação sindical aguarda, agora, que o ministro da Saúde
resolva a situação, ameaçando com novas acções de protesto se
nada for feito.
Já no início deste mês, o SEP tinha ameaçado avançar com
várias greves, caso o ministro da Saúde não resolvesse a
precariedade laboral que, segundo o sindicato, afecta muitos dos
profissionais do sector.
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