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A PSP desmantelou anteontem um grupo de 12
assaltantes em que elas é que assaltavam. A detenção chegou a
estar planeada para terça-feira, mas foi abortada por faltarem
alguns. Mas como os suspeitos numa autocaravana se dirigiam a
caminho de Espanha, os elementos da PSP decidiram agir.
A viatura foi interceptada à saída de Elvas e ao mesmo tempo foram
feitas buscas a seis residências nas zonas da Moita e do Pinhal
Novo. Mais de um ano depois do início da investigação foi
desmantelado um grupo criminoso responsável por dezenas de
assaltos, a casas em todo o País cujas operacionais eram
mulheres.
Foram muitos meses de investigação a reunir matéria de prova. O
trabalho não foi fácil porque o grupo tinha grande mobilidade, e
havia uma grande entrada e saída de membros.
De acordo com a mesma fonte, os indícios recolhidos
permitiram à PSP traçar um “retrato fiel” da actuação do grupo.
Os homens faziam o planeamento, a logística e arrendavam os
apartamentos onde estabeleciam base. As mulheres entravam nos
prédios e tocavam a todas as campainhas a pedir esmola.
Quando ninguém atendia, decidiam entrar. Se no início as mulheres
eram transportadas pelos homens, nos últimos tempos, já depois
de adquirirem carros usados, eram elas mesmas que conduziam até
aos bairros.
Foi uma dessas incursões, em Setembro, na zona da Moita, que
pôs em alerta a PSP local. A investigação começou com duas
residências assaltadas, mas foi ganhando volume. O mesmo grupo
já tinha estado na mira das autoridades, em Santarém, mas deixou
a cidade assim que o cerco apertou.
Algumas das mulheres detidas anteontem já tinham sido
interceptadas. As cinco suspeitas e os três homens vão ser
presentes hoje ao Tribunal da Moita e uma menor, que a polícia
suspeita ter documentos falsos e mais de 16 anos, vai ao
Tribunal do Barreiro. Os restantes quatro estão, para já, em
liberdade.
Foi difícil identificar a nacionalidade dos homens e mulheres
detidos uma vez que tanto uns como outros tinham consigo vários
documentos de identidade, inclusive autorizações de residência
em Itália, que não especificavam a nacionalidade.
No início as autoridades suspeitaram estar na presença de
cidadãos da ex-Jugoslávia e da Roménia. Contudo, de acordo com
fonte policial, “através dos seguros das autocaravanas, dos
passaportes e de alguma correspondência que traziam já aberta
pudemos constatar que se tratava de cidadãos croatas e
jugoslavos.”
Os homens e mulheres que constituíam o grupo utilizavam
alguma documentação falsificada mas sempre com o seu nome
verdadeiro, o que permitiu às autoridades saber a morada das
suas residências.
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