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PSP desmantela grupo em que elas é que assaltavam

30/03/07

 

    A PSP desmantelou anteontem um grupo de 12 assaltantes em que elas é que assaltavam. A detenção chegou a estar planeada para terça-feira, mas foi abortada por faltarem alguns. Mas como os suspeitos numa autocaravana se dirigiam a caminho de Espanha, os elementos da PSP decidiram agir.

   A viatura foi interceptada à saída de Elvas e ao mesmo tempo foram feitas buscas a seis residências nas zonas da Moita e do Pinhal Novo. Mais de um ano depois do início da investigação foi desmantelado um grupo criminoso responsável por dezenas de assaltos, a casas em todo o País cujas operacionais eram mulheres.

   Foram muitos meses de investigação a reunir matéria de prova. O trabalho não foi fácil porque o grupo tinha grande mobilidade, e havia uma grande entrada e saída de membros.

    De acordo com a mesma fonte, os indícios recolhidos permitiram à PSP traçar um “retrato fiel” da actuação do grupo. Os homens faziam o planeamento, a logística e arrendavam os apartamentos onde estabeleciam base. As mulheres entravam nos prédios e tocavam a todas as campainhas a pedir esmola.

   Quando ninguém atendia, decidiam entrar. Se no início as mulheres eram transportadas pelos homens, nos últimos tempos, já depois de adquirirem carros usados, eram elas mesmas que conduziam até aos bairros.

    Foi uma dessas incursões, em Setembro, na zona da Moita, que pôs em alerta a PSP local. A investigação começou com duas residências assaltadas, mas foi ganhando volume. O mesmo grupo já tinha estado na mira das autoridades, em Santarém, mas deixou a cidade assim que o cerco apertou.

   Algumas das mulheres detidas anteontem já tinham sido interceptadas. As cinco suspeitas e os três homens vão ser presentes hoje ao Tribunal da Moita e uma menor, que a polícia suspeita ter documentos falsos e mais de 16 anos, vai ao Tribunal do Barreiro. Os restantes quatro estão, para já, em liberdade.

    Foi difícil identificar a nacionalidade dos homens e mulheres detidos uma vez que tanto uns como outros tinham consigo vários documentos de identidade, inclusive autorizações de residência em Itália, que não especificavam a nacionalidade.

    No início as autoridades suspeitaram estar na presença de cidadãos da ex-Jugoslávia e da Roménia. Contudo, de acordo com fonte policial, “através dos seguros das autocaravanas, dos passaportes e de alguma correspondência que traziam já aberta pudemos constatar que se tratava de cidadãos croatas e jugoslavos.”

    Os homens e mulheres que constituíam o grupo utilizavam alguma documentação falsificada mas sempre com o seu nome verdadeiro, o que permitiu às autoridades saber a morada das suas residências.
 

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