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A Brigada de Trânsito (BT) da GNR não faz
patrulhamentos há mais de três anos em dez estradas nacionais
nos distritos de Portalegre, Beja e Faro, num total de 543
quilómetros. Esta ausência tem sido provocada pela redução do
número de efectivos nos destacamentos daquela unidade nas
regiões do Alentejo e Algarve.
Os comandantes da BT têm sido obrigados, por ordens superiores, a
canalizar os poucos efectivos disponíveis para os itinerários
principais das duas regiões, deixando sem controlo estradas de
ligação entre o Alentejo e o Algarve como a EN2 (Almodôvar a
Loulé), EN120 (Odemira a Lagos) e a EN122/IC27 (Beja a Castro
Marim), onde ocorreu recentemente um assalto à mão armada a um
posto de combustível.
O porta-voz da BT, major Lourenço da Silva, admitiu ao correio da
manhã que os 2436 militares destacados na BT não chegam para as
necessidades operacionais e referiu que em algumas das vias, com
menor número de ocorrências, o patrulhamento é assegurado pelos
destacamentos territoriais da GNR.
“Em 1994, foram criadas directivas operacionais pela Guarda que
definem as prioridades em relação ao controlo das vias. “A BT
privilegia o patrulhamento dos itinerários principais e vias com
maior número de ocorrências”, disse.
Além das estradas que ligam o Alentejo ao Algarve, a falta de
controlo da BT estende-se no distrito de Faro à EN124 (Alcoutim
a Lagoa), EN270 (Tavira a Loulé), EN396 (Barranco Velho a
Quarteira) e EN398 (Santa Catarina a Olhão).
O caso mais crítico, é o da EN243, entre Monforte e Campo Maior
(Portalegre). A via, utilizada por veículos de transporte de
mercadorias entre o Alentejo e a região da Estremadura
espanhola, não é patrulhada pela BT há uma década.
Se na região de Évora as vias estão totalmente controladas devido à
presença no distrito de três destacamentos da BT (Évora,
Estremoz e Vendas Novas), na zona de Beja não há controlo da
EN393 (Odemira a Vila Nova de Milfontes) e EN390 (Milfontes a
Cercal do Alentejo), bem como nas estradas secundárias de
ligação ao Algarve. |
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