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O presidente do município de Santiago do
Cacém, Vítor Proença, exigiu hoje ao ministro da Saúde, Correia
de Campos, a suspensão do encerramento das urgências locais para
evitar "penalizar a população e sobrecarregar o hospital".
Vítor Proença alega que, com o encerramento do SADU, a população
terá de recorrer às urgências do Hospital do Litoral Alentejano
(HLA), também localizado no concelho, o que acarretará uma
"maior sobrecarga" do serviço, que funciona num "espaço exíguo".
O município de Santiago do Cacém já dirigiu o pedido de suspensão
do fecho do SADU ao ministro da Saúde, através de um ofício
enviado sexta-feira à tarde, um dia após ter tido conhecimento
da decisão que prevê o fecho daquele serviço a partir de 09 de
Abril.
A informação, segundo a Câmara Municipal, chegou através de uma
carta da direcção do Centro de Saúde local, informando da
"desactivação" do SADU nessa data.
Vítor Proença contesta a medida e argumenta que a decisão foi
tomada "sem que esteja implementada a rede de urgências e
activada qualquer unidade básica no Litoral Alentejano".
Em Dezembro último, aquando de uma visita ao HLA, o ministro da
Saúde já tinha confirmado a intenção de vir a encerrar o SADU de
Santiago do Cacém.
Na altura, Correia de Campos explicou tratar-se de uma
reestruturação do serviço e referiu que, assim, os médicos
actualmente a desempenhar funções nas urgências passariam a
estar mais horas nas extensões de saúde, situadas nas
freguesias.
Para o autarca daquele concelho do Litoral Alentejano, este
argumento não passa de "uma falsa questão".
"Há muito que essas horas deviam estar concretizadas nas extensões
de saúde. Há muito que o Ministério da Saúde deveria assegurar
que todos os cidadãos tivessem médico de família", afirmou.
A desactivação das urgências da sede do concelho vai motivar, na
quarta-feira, a partir das 17:30, a realização de uma
concentração de utentes no Largo do Barroso, no coração da
cidade de Santiago do Cacém.
O protesto, "contra a injustiça que o ministro da Saúde quer levar
por diante" é organizado pelas comissões de utentes do concelho
e conta com o apoio público das juntas de freguesia e da Câmara
Municipal.
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