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Município de Santiago do Cacém exige suspensão do fecho das urgências

02/04/07

 

    O presidente do município de Santiago do Cacém, Vítor Proença, exigiu hoje ao ministro da Saúde, Correia de Campos, a suspensão do encerramento das urgências locais para evitar "penalizar a população e sobrecarregar o hospital".

   Vítor Proença alega que, com o encerramento do SADU, a população terá de recorrer às urgências do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), também localizado no concelho, o que acarretará uma "maior sobrecarga" do serviço, que funciona num "espaço exíguo".

   O município de Santiago do Cacém já dirigiu o pedido de suspensão do fecho do SADU ao ministro da Saúde, através de um ofício enviado sexta-feira à tarde, um dia após ter tido conhecimento da decisão que prevê o fecho daquele serviço a partir de 09 de Abril.

   A informação, segundo a Câmara Municipal, chegou através de uma carta da direcção do Centro de Saúde local, informando da "desactivação" do SADU nessa data.

   Vítor Proença contesta a medida e argumenta que a decisão foi tomada "sem que esteja implementada a rede de urgências e activada qualquer unidade básica no Litoral Alentejano".

   Em Dezembro último, aquando de uma visita ao HLA, o ministro da Saúde já tinha confirmado a intenção de vir a encerrar o SADU de Santiago do Cacém.

   Na altura, Correia de Campos explicou tratar-se de uma reestruturação do serviço e referiu que, assim, os médicos actualmente a desempenhar funções nas urgências passariam a estar mais horas nas extensões de saúde, situadas nas freguesias.

   Para o autarca daquele concelho do Litoral Alentejano, este argumento não passa de "uma falsa questão".

   "Há muito que essas horas deviam estar concretizadas nas extensões de saúde. Há muito que o Ministério da Saúde deveria assegurar que todos os cidadãos tivessem médico de família", afirmou.

   A desactivação das urgências da sede do concelho vai motivar, na quarta-feira, a partir das 17:30, a realização de uma concentração de utentes no Largo do Barroso, no coração da cidade de Santiago do Cacém.

   O protesto, "contra a injustiça que o ministro da Saúde quer levar por diante" é organizado pelas comissões de utentes do concelho e conta com o apoio público das juntas de freguesia e da Câmara Municipal.
 

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