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Quase 40 por cento dos
trabalhadores da Direcção Regional de Agricultura do Alentejo
deverão ser colocados no quadro da mobilidade especial,
mantendo-se efectivos 411 dos 678 trabalhadores existentes.
Até agora, só terá sido publicada uma lista com as categorias
profissionais, mas sem nomes dos trabalhadores afectados, que
terão de ser notificados. As pessoas ainda não sabem muito bem o
que lhes vai acontecer, porque ainda não terão sido notificadas,
mas estão em pânico, segundo informação do Sindicato da Função
Pública (SFP).
O apoio do SFP já começou mesmo a ser solicitado por alguns
dos trabalhadores da Direcção Regional de Agricultura do
Alentejo, nomeadamente no caso de uma herdade no concelho de
Reguengos de Monsaraz, para onde está marcada para hoje uma
reunião.
A reestruturação em curso na região insere-se no processo de
redefinição do quadro final de funcionários efectivos do
Ministério da Agricultura, a concluir dentro de duas a três
semanas e que colocará 3.000 pessoas no quadro da mobilidade.
O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das
Pescas, Jaime Silva, adiantou segunda-feira que as
direcções-gerais do Ministério comunicarão aos funcionários a
sua proposta em relação a cada funcionário, que disporão depois
de um período de 10 dias para contestar.
Só então, disse Jaime Silva, será possível saber o número
exacto de funcionários efectivos.
Escusando-se a revelar, para já, quais serão as áreas onde
haverá mais funcionários dispensados, o ministro explicou que a
reestruturação teve por base uma definição das funções de cada
direcção-geral e do número de técnicos e de pessoal
administrativo necessário de forma a preservar "o património
genético do ministério da Agricultura".
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