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De portas fechadas há quatro anos, o Museu de
Évora, possuidor de um acervo aproximado de 20 mil peças, só
agora entrou em obras, num investimento de 3,3 milhões de euros,
estando a sua reabertura prevista para 2008.
A directora regional dos Edifícios e Monumentos do Sul, Maria João
Costa, adiantou que as obras de valorização e remodelação
abrangem "todo o edifício" do museu, construído nos finais do
século XVI para albergar o antigo Paço Arquiepiscopal.
"O projecto foi aprovado pelo Instituto Português do Património
Arquitectónico (IPPAR) e as obras iniciaram-se em Fevereiro,
tendo um prazo de execução de 540 dias", disse, acrescentando
que, desta forma, deverão ficar concluídas "no próximo ano".
Depois do encerramento, a 18 de Maio de 2003, o Museu de Évora tem
contado com um núcleo expositivo provisório na igreja do
Convento de Santa Clara, tendo este período de paragem sido
aproveitado para colocar a "casa em ordem".
A inventariação, catalogação, limpeza e acomodação das peças são
tarefas que têm sido desenvolvidas nesta fase, o mesmo
acontecendo com o estudo e conservação das mesmas.
Muitas das principais peças "têm estado em restauro" para serem
expostas aquando da reabertura, sublinhou Joaquim Caetano.
O Museu de Évora pretende ainda reorganizar as suas colecções, de
áreas como a pintura, arqueologia, escultura, ourivesaria,
azulejaria, paramentaria, mobiliário, cerâmica, numismática e
naturália (objectos curiosos da natureza).
As obras iniciadas no mês passado, segundo o director, vão permitir
eliminar problemas de humidades e infiltrações e englobar a
redefinição de espaços interiores, possibilitando aumentar o
acervo exposto, com as restantes peças em zonas de depósito.
A criação do Museu de Évora deveu-se ao governo da I República, em
1915, embora só 14 anos depois tivesse sido instalado
definitivamente no actual imóvel, a "dois passos" do Templo
Romano.
O núcleo principal do acervo do museu é composto por objectos da
colecção de Frei Manuel do Cenáculo, antigo arcebispo de Évora.
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