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Parto em ambulância pode acabar na barra do tribunal

10/04/07

 

    Um ex-bombeiro de Santiago do Cacém, que auxiliou no parto do próprio filho, na ambulância, a caminho de Setúbal, acusa o Hospital do Litoral Alentejano (HLA) de recusar o atendimento da mulher, admitindo apresentar queixa contra uma médica da unidade.

    O antigo bombeiro, Octávio Costa, de 36 anos, afirmou-se, ontem, "indignado" com a situação. Pondera ainda consultar um advogado para decidir se avança ou não com uma queixa contra a médica que, segundo ele, "mandou" a mulher para Setúbal, sem dar ouvidos" à sua insistência de que o bebé estava quase a nascer".

    Confrontada com estas críticas, a responsável pela Administração do HLA, Adelaide Belo, garantiu que, na altura em que se deslocou à unidade, Fernanda Costa ainda não estava em trabalho de parto. "Já têm nascido várias crianças no HLA. Só este ano, cinco senhoras já aqui deram à luz”.

    Neste caso, o que aconteceu é que a parturiente não estava em trabalho de parto e, por isso, foi encaminhada para a maternidade onde estava a ser acompanhada", disse.

    "Nós é que não podemos dar assistência a situações em que a grávida não esteja em trabalho de parto porque não temos aqui uma maternidade", referiu.
 

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