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Um ex-bombeiro de Santiago do Cacém, que
auxiliou no parto do próprio filho, na ambulância, a caminho de
Setúbal, acusa o Hospital do Litoral Alentejano (HLA) de recusar
o atendimento da mulher, admitindo apresentar queixa contra uma
médica da unidade.
O antigo bombeiro, Octávio Costa, de 36 anos, afirmou-se,
ontem, "indignado" com a situação. Pondera ainda consultar um
advogado para decidir se avança ou não com uma queixa contra a
médica que, segundo ele, "mandou" a mulher para Setúbal, sem dar
ouvidos" à sua insistência de que o bebé estava quase a nascer".
Confrontada com estas críticas, a responsável pela
Administração do HLA, Adelaide Belo, garantiu que, na altura em
que se deslocou à unidade, Fernanda Costa ainda não estava em
trabalho de parto. "Já têm nascido várias crianças no HLA. Só
este ano, cinco senhoras já aqui deram à luz”.
Neste caso, o que aconteceu é que a parturiente não estava em
trabalho de parto e, por isso, foi encaminhada para a
maternidade onde estava a ser acompanhada", disse.
"Nós é que não podemos dar assistência a situações em que a
grávida não esteja em trabalho de parto porque não temos aqui
uma maternidade", referiu.
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