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O Serviço de Atendimento a Doentes Urgentes (SADU)
de Santiago do Cacém foi ontem desactivado, no âmbito da
reorganização do centro de saúde local, mas a medida desagrada à
autarquia e habitantes locais.
A desactivação do SADU daquela cidade do litoral alentejano
já estava programada para ontem, tendo o director do centro de
Saúde, Rui Calado, confirmado a sua concretização.
Segundo Rui Calado, o atendimento em cada extensão de saúde
vai ser "alargado de acordo com o número de utentes sem médico
de família em cada uma das freguesias".
O domingo de Páscoa foi o último dia em que o SADU de Santiago do
Cacém funcionou, entre as 08:00 e as 20:00, como habitualmente,
mas a desactivação concretizada já apanhou "desprevenidos"
alguns utentes que, desconhecendo o encerramento ou procurando
informações, se deslocaram ao local.
O encerramento do serviço de urgências do centro de saúde foi
anunciado no final do mês passado, o que motivou, de imediato, o
pedido de suspensão da medida pelo presidente do município,
Vítor Proença (CDU).
Relativamente ao prometido reforço da distribuição de médicos pelas
freguesias, com a desactivação do SADU, Vítor Proença sublinhou
que esse atendimento nas extensões de saúde "já era uma
obrigação do Ministério da Saúde".
Para contestar a desactivação do serviço, cerca de três
centenas de populares já se concentraram, quarta-feira passada,
no centro da cidade, num protesto organizado pelas comissões de
utentes do concelho.
O movimento formado por estas comissões prepara-se para promover um
inquérito junto dos utentes atendidos nas urgências do Hospital
do Litoral Alentejano, prometendo José Ferro dar conta, "em
breve", dessa iniciativa.
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