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Urgências Santiago do Cacém encerraram, mas utentes e autarquia contra

10/04/07

 

    O Serviço de Atendimento a Doentes Urgentes (SADU) de Santiago do Cacém foi ontem desactivado, no âmbito da reorganização do centro de saúde local, mas a medida desagrada à autarquia e habitantes locais.

    A desactivação do SADU daquela cidade do litoral alentejano já estava programada para ontem, tendo o director do centro de Saúde, Rui Calado, confirmado a sua concretização.

    Segundo Rui Calado, o atendimento em cada extensão de saúde vai ser "alargado de acordo com o número de utentes sem médico de família em cada uma das freguesias".

   O domingo de Páscoa foi o último dia em que o SADU de Santiago do Cacém funcionou, entre as 08:00 e as 20:00, como habitualmente, mas a desactivação concretizada já apanhou "desprevenidos" alguns utentes que, desconhecendo o encerramento ou procurando informações, se deslocaram ao local.

   O encerramento do serviço de urgências do centro de saúde foi anunciado no final do mês passado, o que motivou, de imediato, o pedido de suspensão da medida pelo presidente do município, Vítor Proença (CDU).

   Relativamente ao prometido reforço da distribuição de médicos pelas freguesias, com a desactivação do SADU, Vítor Proença sublinhou que esse atendimento nas extensões de saúde "já era uma obrigação do Ministério da Saúde".

    Para contestar a desactivação do serviço, cerca de três centenas de populares já se concentraram, quarta-feira passada, no centro da cidade, num protesto organizado pelas comissões de utentes do concelho.

   O movimento formado por estas comissões prepara-se para promover um inquérito junto dos utentes atendidos nas urgências do Hospital do Litoral Alentejano, prometendo José Ferro dar conta, "em breve", dessa iniciativa.
 

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