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Expectativa e curiosidade, mas
também a certeza de um bom acolhimento e segurança, rodearam a
chegada, ontem, ao Regimento de Infantaria N.º3 (RI3), em Beja,
de professores, alunos e auxiliares (num total de cerca de 400
pessoas) das comunidades educativas das escolas EB1 n.º 5 e n.º
7. A deslocação temporária para instalações militares visa
permitir obras de recuperação das respectivas escolas.
Da escola n.º 7 chegou à unidade um dos grupos mais
problemático. Este último estabelecimento, com 105 alunos,
funcionava num dos bairros mais degradados cidade. Além dos
miúdos ali residentes, engloba ainda 60 crianças de etnia cigana
que vivem no Bairro das Pedreiras.
Um dos maiores problemas da escola é o abandono escolar das
crianças, sobretudo motivado "por questões laborais" dos pais.
"Uns por causa das feiras, outros pela apanha da fruta", explica
Domingas Velez, presidente do conselho executivo do agrupamento
de Escolas N.º1 de Beja.
Conhecedora da realidade social, a professora adianta que,
até agora, neste ano lectivo, a escola perdeu apenas 16 alunos,
número que costuma ser mais elevado noutros anos.
Para os alunos, as condições que vieram encontrar no
Regimento são um factor de motivação extra. As casas de banho só
com uma porta e a sanita rasa a que estão habituados no seu
dia-a-dia são substituídas por modernas bacias em mármore e
sanitas de loiça. Uma atracção que levou ao constante abrir e
fechar de torneiras, já que muitos nunca tinham visto um
equipamento assim.
Domingas Velez sublinhou ainda que na visita efectuada, há
uma semana, RI3, por pais e alunos, "as reacções foram muito
positivas". Habituados, no dia-a-dia, a andarem a pé de casa
para a escola, muitas destas crianças nunca tinham viajado num
autocarro, ou colocado um cinto de segurança. Uma "novidade" que
custou, aliás, alguns enjoos e vómitos.
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