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Quase três meses após o
lançamento da primeira pedra pelo primeiro-ministro, José
Sócrates, começaram hoje as primeiras obras efectivas de
construção do aeroporto de Beja, que deverá estar operacional em
2008.
Adjudicada a 26 de Janeiro e lançada a primeira
pedra no dia seguinte pelo Chefe do Governo, a primeira
empreitada arrancou a 19 de Março com a instalação dos
estaleiros no terreno.
Após a montagem dos estaleiros, operação que
terminou sexta-feira, começaram hoje as terraplanagens, marcando
o arranque efectivo da construção do aeroporto, explicou o
presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB),
José Queirós.
O responsável garantiu que "não há atrasos" nos
trabalhos, alegando que, a partir da consignação, que decorreu a
05 de Março, o empreiteiro dispunha de 30 dias para avançar com
as obras no terreno.
Orçadas em 10 milhões de euros, as obras da primeira
fase do Plano de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, previstas
durar um ano, incluem terraplanagens e a construção de placas de
estacionamento, áreas operacionais e estradas de ligação às
pistas da Base Aérea n/o 11.
A EDAB está actualmente a elaborar o projecto de
execução da segunda empreitada, a construção dos edifícios
(terminal de passageiros e carga, edifício de serviços e de
bombeiros, material de placa e portaria), que deverá estar
concluído ainda este mês, seguindo-se o lançamento do concurso
público em Maio.
Ainda este ano deve também ser lançado o concurso
para a terceira empreitada, que abrange a construção de uma
estação de tratamento de águas residuais e de um terminal de
abastecimento de combustíveis.
O turismo será a "vocação de lançamento" do aeroporto,
que, segundo José Queiroz, deverá assumir-se como complementar
aos de Lisboa e Faro e apostar, graças à sua estrutura simples e
custos operacionais reduzidos, nos voos de passageiros de
companhias "charter" e de "low cost".
A construção do aeroporto, num investimento
global de 33,1 milhões de euros para apostar no transporte de
passageiros e de carga, além da manutenção de aeronaves, será
financiada, em 30 por cento, pelo Orçamento de Estado, com
verbas já contempladas no Programa de Investimento e Despesas de
Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) de 2006 e
2007.
Os restantes 70 por cento serão garantidos por fundos
comunitários, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento
Regional (FEDER).
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