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A comissão de utentes do
Itinerário Principal 8 (IP-8), que deveria ligar Sines a
Espanha, decidiu ontem ir "bater à porta" do Ministério das
Obras Públicas, em Lisboa, para exigir a construção do último
lanço até à fronteira.
A informação surgiu no final de um plenário organizado pela
Comissão de Utentes, que juntou, em Baleizão (Beja), "mais de
200 pessoas" para decidir o caminho a seguir face à decisão do
Governo sobre aquela estrada.
A Comissão de Utentes é formada por 13 autarcas das Juntas de
Freguesia de Beja e Serpa, abrangidas pelo IP-8, e cerca de 150
empresas e entidades dos dois concelhos.
O Governo já anunciou que as obras dos primeiros quatro troços do
IP-8, que ligarão Sines a Beja, com perfil de auto-estrada (duas
faixas de rodagem em cada sentido) deverão avançar no primeiro
semestre deste ano.
Contudo, a construção do troço Beja/Vila Verde de Ficalho, para
permitir a ligação a Espanha, foi suspensa, o que tem suscitado
receios e críticas dos autarcas locais.
O executivo justificou a decisão com o facto das autoridades
espanholas não tencionarem construir uma auto-estrada entre
Sevilha e Rosal de la Frontera.
Assim, a ligação rodoviária entre Beja e Espanha continuará a
fazer-se através da Estrada Nacional 260 (EN-260), que, por ser
"suficiente face à procura", será "apenas requalificada".
O Governo admite também a hipótese de construir "variantes aos
aglomerados populacionais" e proceder a "demais intervenções"
que poderão vir a permitir classificar a EN-260 como IP.
Carlos Alves garantiu ainda que "a Comissão de Utentes não vai
desistir até que seja decidido construir o IP-8, entre Sines e
Espanha, sem amputações, nem remendos".
"Caso contrário - admitiu - vamos avançar com acções de luta para
dar visibilidade à nossa reivindicação".
Medidas de protesto que, de acordo com o autarca, "serão
pacíficas", colocando "fora de questão" a hipótese inicialmente
avançada de realizar uma marcha lenta entre S. Brissos (Beja) e
Vila Verde de Ficalho (Serpa).
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