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Muralhas de Campo Maior degradadas e 200 pessoas em condições impróprias

21/04/07

 

     O Movimento Cívico por Campo Maior criticou o estado de degradação das muralhas da vila e as condições "impróprias" em que vivem duas centenas de pessoas de etnia cigana, junto ao conjunto patrimonial.

   Numa conferência de imprensa, o movimento divulgou imagens sobre a degradação das muralhas e do lugar de Mártir Santo, incluindo a antiga igreja dos Mártires, zona ocupada há décadas por pessoas de etnia cigana, mostrando "como se vive em pleno século XXI, numa vila portuguesa".

   O Movimento Cívico por Campo Maior surgiu em 2005, apoiado pela família Nabeiro, e concorreu naquele ano às eleições autárquicas, tendo eleito dois vereadores, Francisco Fonenga e Isabel Raminhas.

   O movimento defende a recuperação das muralhas da vila, que remontam a meados do século XVII, lamentando que "a história e o património de Campo Maior estejam a morrer aos poucos".

   A Câmara Municipal de Campo Maior é presidida pelo socialista João Burrica, sendo o executivo camarário constituído por três autarcas do PS e dois do movimento independente.
 

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