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O Movimento Cívico por Campo Maior
criticou o estado de degradação das muralhas da vila e as
condições "impróprias" em que vivem duas centenas de pessoas de
etnia cigana, junto ao conjunto patrimonial.
Numa conferência de imprensa, o movimento divulgou imagens sobre a
degradação das muralhas e do lugar de Mártir Santo, incluindo a
antiga igreja dos Mártires, zona ocupada há décadas por pessoas
de etnia cigana, mostrando "como se vive em pleno século XXI,
numa vila portuguesa".
O Movimento Cívico por Campo Maior surgiu em 2005, apoiado pela
família Nabeiro, e concorreu naquele ano às eleições
autárquicas, tendo eleito dois vereadores, Francisco Fonenga e
Isabel Raminhas.
O movimento defende a recuperação das muralhas da vila, que
remontam a meados do século XVII, lamentando que "a história e o
património de Campo Maior estejam a morrer aos poucos".
A Câmara Municipal de Campo Maior é presidida pelo socialista João
Burrica, sendo o executivo camarário constituído por três
autarcas do PS e dois do movimento independente.
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