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Combate à poluição - Árvore que retém mais carbono da atmosfera é o eucalipto

07/05/07

 

      A árvore "campeã" no combate aos poluentes a quem são atribuídas as alterações climatéricas é, em Portugal, o eucalipto, de acordo com estudos realizados em três tipos diferentes de coberto vegetal.

   De acordo com dados avançados pelo professor universitário de Ecologia Florestal João Santos Pereira, medições que vêm sendo realizadas numa plantação de eucaliptos perto de Pegões, indicam que aquela árvore de crescimento rápido é a que retém da atmosfera mais dióxido de carbono, considerado o principal responsável pelo aquecimento global da atmosfera.

   Elementos recolhidos pelos cientistas indicam que naquele eucaliptal a retenção de carbono variou entre as 7,45 toneladas de carbono por hectare e por ano, em 2003, e 4,77 toneladas em 2006.

   Em comparação, valores obtidos num montado de sobreiros perto de Évora indicaram que a retenção de carbono por aquelas árvores foi de 0,47 toneladas por hectare/ano de área arborizada em 2003 e de 1,8 toneladas no ano passado.

   A explicação para esta diferença está, segundo os cientistas, no facto de as árvores que crescem mais rapidamente terem uma capacidade superior para reter o dióxido de carbono, que através da fotossíntese das folhas transformam depois em oxigénio.

   O resultado efectivo da retenção é obtido através da subtracção ao total de dióxido de carbono absorvido durante o dia, quando exposta à luz solar, da chamada respiração, que a árvore realiza durante a noite, com a ausência de luz, em que devolve à atmosfera parte do gás poluente retido com a iluminação natural.

   Os resultados obtidos nas pastagens indicam valores de sequestro de carbono pelas ervas semelhantes aos do montado, cerca de 1,97 toneladas por hectare/ano em 2006, no caso de outra herdade dos arredores de Évora.

   Dados reunidos pelo investigador, indicam que nos restantes países europeus os números são semelhantes: média de 1,5 toneladas de carbono por hectare/ano nas pastagens, enquanto nas florestas esses valores sobem para entre cinco a seis toneladas por hectare.

   Em Portugal não foram ainda feitas medições referentes a áreas florestadas com pinheiro bravo, mas no Sul de França foram atingidos valores na ordem das seis toneladas por hectare/ano.
 

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