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A árvore "campeã" no combate aos
poluentes a quem são atribuídas as alterações climatéricas é, em
Portugal, o eucalipto, de acordo com estudos realizados em três
tipos diferentes de coberto vegetal.
De acordo com dados avançados pelo professor universitário de
Ecologia Florestal João Santos Pereira, medições que vêm sendo
realizadas numa plantação de eucaliptos perto de Pegões, indicam
que aquela árvore de crescimento rápido é a que retém da
atmosfera mais dióxido de carbono, considerado o principal
responsável pelo aquecimento global da atmosfera.
Elementos recolhidos pelos cientistas indicam que naquele
eucaliptal a retenção de carbono variou entre as 7,45 toneladas
de carbono por hectare e por ano, em 2003, e 4,77 toneladas em
2006.
Em comparação, valores obtidos num montado de sobreiros perto de
Évora indicaram que a retenção de carbono por aquelas árvores
foi de 0,47 toneladas por hectare/ano de área arborizada em 2003
e de 1,8 toneladas no ano passado.
A explicação para esta diferença está, segundo os cientistas, no
facto de as árvores que crescem mais rapidamente terem uma
capacidade superior para reter o dióxido de carbono, que através
da fotossíntese das folhas transformam depois em oxigénio.
O resultado efectivo da retenção é obtido através da subtracção ao
total de dióxido de carbono absorvido durante o dia, quando
exposta à luz solar, da chamada respiração, que a árvore realiza
durante a noite, com a ausência de luz, em que devolve à
atmosfera parte do gás poluente retido com a iluminação natural.
Os resultados obtidos nas pastagens indicam valores de sequestro de
carbono pelas ervas semelhantes aos do montado, cerca de 1,97
toneladas por hectare/ano em 2006, no caso de outra herdade dos
arredores de Évora.
Dados reunidos pelo investigador, indicam que nos restantes países
europeus os números são semelhantes: média de 1,5 toneladas de
carbono por hectare/ano nas pastagens, enquanto nas florestas
esses valores sobem para entre cinco a seis toneladas por
hectare.
Em Portugal não foram ainda feitas medições referentes a áreas
florestadas com pinheiro bravo, mas no Sul de França foram
atingidos valores na ordem das seis toneladas por hectare/ano.
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