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Os produtores de gado ovino e
caprino querem criar em Portugal, no Centro Experimental de
Pegões, uma unidade para conseguir o melhoramento das raças
nacionais e travar a concorrência das raças exóticas altamente
produtivas.
A União Nacional para o Melhoramento de Ovinos e
Caprinos (Unocap) está a ser desenvolvida pelas associações de
Criadores e Reprodutores do Oeste (ACRO, Lourinhã) e Nacional de
Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS, Mirandela), em
colaboração com a Estação Zootécnica Nacional (EZN, Santarém).
De acordo com esta associação, até há cinco anos a produção
das cabradas serranas (150 a 450 litros) "ainda compensava
ligeiramente" devido ao rendimento queijeiro mais elevado e ao
nível de adaptação ao meio.
Contudo, com a política desenvolvida a partir dessa altura
pelos franceses, que alteraram os critérios de selecção e
começaram a melhorar as raças, as raças saanen e alpina, além de
produzirem mais leite, passaram a apresentar igualmente elevados
valores para a proteína e a gordura (importantes para o fabrico
do queijo e da manteiga), realça a ANCRAS.
A raça serrana é a mais representativa das raças
caprinas autóctones, com cerca de 300.000 fêmeas reprodutoras e
aproximadamente 35.000 caprinicultores.
No caso da saloia, existem cerca de 6.000 fêmeas
adultas, tendo a ACRO cerca de 30 associados.
A ANCRAS é a coordenadora do Registo Zootécnico/Livro
Genealógico (RZ) da raça a nível nacional, tendo por objectivo
aumentar os quilos de queijo através da melhoria combinada da
quantidade de leite, teor proteico e teor butiroso, de forma a
optimizar o rendimento.
Além do melhoramento genético, que visa a
qualidade e aumento da produção de leite, estão a ser
desenvolvidos com os investigadores da EZN trabalhos para a
conformação dos úberes e tetos, bem como para a reprodução fora
de época, para rendibilizar a comercialização de cabritos e
borregos.
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