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A Junta de Freguesia de Alvalade,
concelho de Santiago do Cacém, denunciou o "mau estado" de duas
pontes à entrada da povoação, alertando para a possibilidade de
acidentes na estrada, que também se apresenta degradada.
"A degradação do pavimento da Estrada Regional 261 (ER-261), no
acesso a uma das pontes, para quem vem para Alvalade a partir do
Itinerário Complementar 1 (IC-1), até é o que nos preocupa mais.
É uma zona de visibilidade reduzida e há o risco de acidentes",
disse o presidente da Junta de Freguesia, Rui Madeira.
A Junta de Freguesia (JF) de Alvalade denunciou, em conferência de
imprensa, a degradação que atinge a ER-261 e as pontes Seca e
dos Arcos, através das quais se acede à localidade, atribuindo
responsabilidades às empresas Estradas de Portugal (EP) e Rede
Ferroviária Nacional (REFER).
Quanto às duas pontes, o autarca explicou que o "mau estado de
conservação" se arrasta desde 2006 e que a Estradas de Portugal
chegou a prever, no ano passado, "executar obras de
reabilitação, o que não se verificou", tendo-se limitado ao
condicionamento do tráfego superior a 30 toneladas e um limite
de velocidade de 40 quilómetros/hora".
"A implementação desta medida trouxe enormes prejuízos aos
agricultores da zona", afirmou Rui Madeira, citando o exemplo de
uma cooperativa local de tomate, que sente "dificuldades e
prejuízos para a circulação de tractores, máquinas agrícolas e
camiões".
Desde então, afiançou o autarca, a EP tem "fornecido à JF
sucessivos prazos para o lançamento da empreitada de
reabilitação das pontes", cuja degradação foi "agravada pelos
elevados índices de pluviosidade verificados em Outubro e
Novembro", sem que, até ao momento, "qualquer obra" tenha
avançado.
"Durante essas intempéries, o pavimento da ER-261 abateu junto ao
acesso Sul da Ponte Seca, o que, além de ser bastante alarmante,
prejudica o regular funcionamento do trânsito", criticou Rui
Madeira.
Neste caso concreto do pavimento da estrada, a JF alegou
ainda que a EP comunicou que o troço está localizado numa "zona
envolvida pelos trabalhos de construção da passagem superior ao
caminho de ferro", pelo que a sua reparação terá de ser
"imputada à REFER".
"A REFER disse-nos, esta semana, que a empresa adjudicatária dessa
empreitada já foi notificada, mas que, apesar de estar a
desenvolver todos os esforços para que a obra se inicie em
breve, não é possível informar qual o prazo exacto para a sua
concretização", referiu o autarca.
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