Homepage  |  Notícias  |  Últimos Destaques  |  Arquivo  |  Voltar

18 arguidos sentam-se hoje no banco dos réus em Setúbal

21/05/07

 

      Começa hoje, no Tribunal de Setúbal, o julgamento de uma rede de angariação e exploração de prostitutas, desfeita em Maio do ano passado pela GNR de Setúbal. No banco dos réus vão sentar-se 18 arguidos (15 homens e três mulheres), dois deles militares da GNR. Em prisão preventiva está o alegado cabecilha do grupo e um dos militares da Guarda.

       No topo da pirâmide do grupo está ‘Toni’, alcunha de um empresário de meia-idade, responsável pela gerência de duas casas de alterne, uma na zona de Setúbal e outra em Aljustrel, e que aguarda julgamento em prisão preventiva.

        O proprietário das duas casas geriu durante vários meses uma rede que se dedicava à angariação destas mulheres, a partir dos respectivos países de origem. No despacho de acusação constam mesmo algumas situações de sequestro de que as mulheres foram vítimas.

       O Ministério Público arrolou dezenas de testemunhas para provar a acusação. São 67 as pessoas que estão convocadas para dar o seu testemunho, durante as quatro sessões que se prevê durar o processo.

       Os outros dois principais arguidos do processo são ambos militares da GNR. Um deles, colocado no posto de Palmela, está mesmo em prisão preventiva no presídio militar de Santarém.

       Indiciado pelo crime de corrupção passiva, o guarda é acusado de ter recebido pagamentos em dinheiro, feitos pela cúpula da rede que agora irá ser julgada.

       A função do militar nesta rede era a de fornecer informações sobre as operações de fiscalização a realizar pela GNR.

     O outro elemento da GNR indiciado estava colocado na zona de Aljustrel e também informava a rede sobre as actividades de fiscalização.
 

Homepage  |  Notícias  |  Últimos Destaques  |  Arquivo  |  Voltar