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Começa hoje, no Tribunal de
Setúbal, o julgamento de uma rede de angariação e exploração de
prostitutas, desfeita em Maio do ano passado pela GNR de
Setúbal. No banco dos réus vão sentar-se 18 arguidos (15 homens
e três mulheres), dois deles militares da GNR. Em prisão
preventiva está o alegado cabecilha do grupo e um dos militares
da Guarda.
No topo da pirâmide do grupo está ‘Toni’,
alcunha de um empresário de meia-idade, responsável pela
gerência de duas casas de alterne, uma na zona de Setúbal e
outra em Aljustrel, e que aguarda julgamento em prisão
preventiva.
O proprietário das duas casas geriu
durante vários meses uma rede que se dedicava à angariação
destas mulheres, a partir dos respectivos países de origem. No
despacho de acusação constam mesmo algumas situações de
sequestro de que as mulheres foram vítimas.
O Ministério Público arrolou dezenas de
testemunhas para provar a acusação. São 67 as pessoas que estão
convocadas para dar o seu testemunho, durante as quatro sessões
que se prevê durar o processo.
Os outros dois principais arguidos do
processo são ambos militares da GNR. Um deles, colocado no posto
de Palmela, está mesmo em prisão preventiva no presídio militar
de Santarém.
Indiciado pelo crime de corrupção passiva,
o guarda é acusado de ter recebido pagamentos em dinheiro,
feitos pela cúpula da rede que agora irá ser julgada.
A função do militar nesta rede era a de
fornecer informações sobre as operações de fiscalização a
realizar pela GNR.
O outro elemento da GNR indiciado estava colocado na
zona de Aljustrel e também informava a rede sobre as actividades
de fiscalização.
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