 |
O movimento de cidadãos
independentes de Vendas Novas apelou ontem à população do
concelho para utilizar o livro de reclamações quando não for
atendida em condições no centro de saúde da cidade.
O apelo foi feito pelo Movimento de Cidadãos
Independentes pela Defesa das Urgências no Centro de Saúde de
Vendas Novas (MCIVN) durante uma reunião com os deputados
comunistas Bernardino Soares, membro da Comissão Parlamentar de
Saúde, e João Oliveira, eleito pelo circulo de Évora.
«As pessoas têm o direito à indignação e a reclamar», afirmou
José Leitão, membro do MCIVN, anunciando ainda a criação de uma
linha telefónica para os utentes do centro de saúde denunciarem
as situações que considerem de "mau" atendimento.
Em causa está o encerramento, há uma semana, do Serviço
de Atendimento Permanente (SAP), que era responsável pelas
urgências durante 24 horas/dia no centro de saúde de Vendas
Novas.
Com o fecho do SAP, no âmbito da requalificação e
redistribuição geográfica dos serviços de urgência, o centro de
saúde passou a ter um novo modelo de funcionamento, entre as
08:00 e as 22:00, abrangendo as consultas médicas, programadas
ou marcadas no próprio dia, segundo a Administração Regional de
Saúde (ARS) do Alentejo.
Prometendo a «continuação da luta» em defesa das urgências em
Vendas Novas, o movimento de cidadãos independentes garante
ainda a presença da população na Assembleia da República quando
for discutida em plenário a petição entregue com mais de 8.200
assinaturas.
O relator da petição entregue pelo movimento, o líder
da bancada comunista, Bernardino Soares, defendeu que a
população «faz bem em lutar pelos seus direitos», considerando
«errada» a decisão do Ministério da Saúde de encerrar as
urgências de Vendas Novas.
|
 |