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Vários especialistas que
participaram no seminário internacional sobre Golfinhos-Roazes
do Sado, que decorreu recentemente em Setúbal, alertaram para o
perigo de extinção da comunidade de golfinhos no estuário do
rio, caso não sejam tomadas medidas a curto prazo para resolver
problemas como a poluição e o impacto das embarcações na taxa de
natalidade e sobrevivência da crias.
Manuel dos Santos, do Projecto Delfim, foi
taxativo ao afirmar que a comunidade de golfinhos do Sado "está
ameaçada de extinção". E nem a notícia do nascimento de uma nova
cria, avistada pela primeira vez há cerca de 15 dias, afastou
este cenário de pessimismo, já que a contagem que está a ser
feita destes animais desde o início do ano permitiu identificar
apenas 24, dos quais três são juvenis. A questão, segundo a
bióloga Raquel Gaspar, é que os exemplares identificados são em
número insuficiente para conseguir inverter, por si só, o risco
de extinção, já que a população de golfinhos do Sado é uma
população envelhecida.
Para evitar o desaparecimento dos golfinhos do
Sado, a bióloga apela a que as entidades competentes tomem
medidas imediatas, como a "criação uma zona de exclusão à
navegação junto à entrada no estuário e na zona da Caldeira, ou,
pelo menos, de navegação limitada ou controlada".
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