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Um total de 47 centros de saúde e
respectivas extensões de localidades do Alentejo aguardam
aprovação do Tribunal de Contas para avançarem com o projecto de
climatização. Daí resulta que os aparelhos de ar condicionado
possam não chegar a tempo de atenuar as altas temperaturas de um
Verão que, segundo os cientistas, poderá ser o mais quente dos
últimos anos.
Depois de nos últimos anos os hospitais do Alentejo e do
Algarve terem suportado temperaturas elevadas devido ao intenso
calor próprio do Verão e à falta de sistemas de climatização,
problema entretanto controlado, com o último hospital – o de
Évora – a concluir nas próximas semanas esse projecto, não é
claro que tenha chegado a vez dos centros de saúde.
Segundo fonte da Administração Regional de Saúde do
Alentejo (ARSA), as 47 unidades de saúde “não têm um sistema de
climatização e podem ter, num ou noutro caso, um aparelho de ar
condicionado. Por enquanto, aguardam o visto do Tribunal de
Contas para se adjudicar a obra da instalação de um sistema de
climatização em todas as unidades”.
O projecto de dotar os centros de saúde e respectivas
extensões de saúde do Alentejo, a região mais quente do
Continente, com um sistema de climatização representa um
investimento que ascende a 1,5 milhões de euros, repartidos
entre fundos comunitários e o Orçamento do Estado.
Segundo a ARSA, não foi possível avançar com a
climatização dos centros de saúde em simultâneo com o desenrolar
dos trabalhos nos hospitais da região por se tratar de
“candidaturas diferentes”. Assim, o tempo de espera pela
aprovação do projecto e a duração das obras levam a
Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) a admitir que
muito provavelmente a climatização não chegará neste Verão.
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