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A eventual construção do novo
aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro em Alcochete permitirá,
desde logo, obter uma poupança de 65 milhões de euros em
expropriações de terrenos, verba prevista para a compra a 16
proprietários de 1810 hectares para a instalação do projecto na
Ota. Com o Presidente da República, Cavaco Silva, a alertar para
a necessidade de avaliar a relação custo-benefício da construção
do novo aeroporto na Ota, José Sócrates considera que aquela
alternativa tem “aspectos interessantes ao nível financeiro”.
Como os 7500 hectares de área do Campo de Tiro
naquela vila da margem sul do Tejo estão integralmente na posse
do Estado, o Governo já não teria necessidade de investir na
aquisição de terrenos uma verba equivalente à despesa realizada
com a construção de três túneis do Marquês de Pombal, que custou
cerca de 19 milhões de euros.
Com a edificação do novo aeroporto de Lisboa no
Campo de Tiro em Alcochete, como sugere o estudo preliminar
ontem apresentado pelo presidente da Confederação da Indústria
Portuguesa (CIP) ao Presidente da República, Francisco Van
Zeller estima que seriam poupados três mil milhões de euros, uma
verba que é muito pouco inferior aos 3,1 mil milhões de euros
previstos para a instalação do aeroporto na Ota. Para o
presidente da CIP, a construção deste projecto na Ota terá um
custo superior ao previsto.
O plano de investimentos para o período de construção
entre 2010 e 2016, apresentado pelo Banco Efisa no final de
2005, prevê que o Estado tenha de investir 65 milhões de euros
na compra dos terrenos para a construção do aeroporto. Num
universo de 25 propriedades que tinham de ser adquiridas para
perfazer os 1810 hectares para a edificação do projecto, quase
todas situadas na freguesia de Triana, toda esta área pertence,
segundo a lista constante no site da NAER, a 16 proprietários.
Perante as críticas ao avultado investimento na
edificação do projecto na Ota e com Cavaco Silva a lançar
alertas, o primeiro-ministro, que analisou o estudo em detalhe
nos últimos dias, entende que, sendo “os terrenos do Estado,
(isso) é um aspecto interessante do ponto de vista financeiro”,
até porque “o estudo tecnicamente tem credibilidade”.
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