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A falta de nadadores salvadores
nas praias dos concelhos de Sines, Santiago do Cacém e Odemira,
no Litoral Alentejano, está a atrasar a vigilância das zonas
balneares, prevista por lei a partir de 1 de Junho.
O problema é recorrente «nas praias da costa
alentejana, como em todo o país», sublinhou António Mestre,
coordenador da Associação de Nadadores Salvadores do Litoral
Alentejano - Resgate.
«Há falta de nadadores salvadores aqui e em toda a
costa portuguesa, porque a maior parte das pessoas que se
dedicam a esta actividade sazonal são estudantes e a sua
disponibilidade é limitada às férias de Verão», explicou.
Apesar de a época balnear se estender de 1 de Junho a
30 de Setembro, a grande maioria destas praias só passa a ter
vigilância «a partir de 1 de Julho», data aliás previamente
acordada nalguns casos, de que é exemplo o concelho de Odemira.
Nesta altura, quase duas semanas após a abertura
oficial da época balnear, a zona conta apenas com quatro praias
vigiadas por nadadores salvadores: Costa de Santo André
(Santiago do Cacém), Vasco da Gama, São Torpes e Grande de Porto
Covo (Sines).
António Mestre lamenta que a actividade de nadador
salvador ainda não seja considerada «uma profissão», o que,
assegura, «dificulta o recrutamento de pessoal, porque não
podemos ir ao Centro de Emprego ou a outro sítio requisitar
pessoas».
O coordenador da Resgate defende que «para a lei
se poder executar como está no papel, o Governo teria de pensar
em incentivos ou arranjar um corpo profissional de nadadores
salvadores».
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