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O Ministério da Saúde
ordenou ontem uma averiguação às circunstâncias da morte de uma
mulher de Vendas Novas, que faleceu terça-feira durante o
transporte para o Hospital de Évora. Num despacho assinado pelo
ministro da Saúde, Correia de Campos determina à Inspecção-Geral
das Actividades em Saúde (IGAS) que averigue "todas as
circunstâncias associadas ou associáveis" à morte de Maria José
Mesquita, de 51 anos, vítima de uma paragem cardio-respiratória.
A mulher residia próximo do centro de saúde de
Vendas Novas, cujo Serviço de Atendimento Permanente (SAP)
fechou no passado dia 28 de Maio no âmbito da requalificação
geográfica dos centros de saúde.
Ontem, a população saudou vivamente a reabertura
do serviço de Urgência, determinado quinta-feira à noite pelo
ministro, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo
e Fiscal de Beja. A decisão surge após uma providência cautelar
interposta pelo município de Vendas Novas, imediatamente após o
encerramento do serviço, mas o Ministério já anunciou que vai
recorrer.
No despacho, Correia de Campos pretende que
a IGAS dissipe ou confirme "as graves suspeitas e acusações que
têm sido proferidas" pelo presidente da Câmara de Vendas Novas,
eleito pela CDU, que atribuiu ao Governo a responsabilidade
política pela morte da mulher, devido "à ausência de assistência
médica necessária e em tempo útil", na sequência do fecho das
urgências da cidade.
"É uma grande vitória da população, da sua
firmeza e perseverança na luta contra o fecho das urgências",
afirmou ontem, José Figueira. O autarca desafia o Governo a
"ponderar" a situação e avançar para a criação de um Serviço de
Urgência Básica (SUB) em Vendas Novas, tendo em conta a dinâmica
social e económica do concelho. O movimento de cidadãos
independentes em defesa das urgências afirmou que "valeu a pena
a luta" da população do concelho.
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