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Sines e Santiago do Cacém preocupados

19/06/07

 

       Os municípios de Sines e Santiago do Cacém estão «preocupados» com o «atraso» do concurso para o tratamento das lamas oleosas depositadas no aterro da região, cujos resultados, garantem, deviam ter sido divulgados em Março, escreve a agência Lusa.

Os dois municípios (Santiago do Cacém alberga o aterro de resíduos industriais, na Maria da Moita, e Sines o complexo industrial) estiveram reunidos segunda-feira com a empresa Águas de Santo André (AdSA) e o grupo Águas de Portugal (AdP), a quem pediram esclarecimentos sobre esta matéria.

Para os dois municípios, a solução ideal passaria pela escolha de uma proposta que contemplasse «o tratamento das 160 mil toneladas actualmente existentes, bem como das lamas que se venham a produzir no futuro».

Foram apresentadas quatro propostas no concurso público, com diferentes soluções e custos implicados: a co-incineração em Portugal (por 117 euros de tonelada de resíduos tratados), a co-incineração em Espanha (69 euros), o tratamento físico-químico no local (65 euros) e o tratamento térmico no local ou pirólise (40 euros).

Quanto ao alegado atraso do concurso, invocado pelos municípios de Sines e Santiago do Cacém, Rui Berkemeier do Centro de Informação de Resíduos (CIR) da Quercus esclareceu que «as propostas foram apresentadas em Janeiro. Não sei se o concurso está formalmente atrasado, mas demorado está, seguramente».

Rui Berkemeier sublinha para já que a Quercus «não aceita que o concurso seja anulado» e já contactou o Ministério do Ambiente no sentido de obter essa garantia.

O concurso público internacional foi lançado em Outubro do ano passado.

O vencedor do concurso terá de assegurar o tratamento das cerca de 160 mil toneladas de lamas oleosas depositadas durante os últimos 15 anos no aterro da Maria da Moita.
 

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