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Os municípios de Sines e
Santiago do Cacém estão «preocupados» com o «atraso» do concurso
para o tratamento das lamas oleosas depositadas no aterro da
região, cujos resultados, garantem, deviam ter sido divulgados
em Março, escreve a agência Lusa.
Os dois municípios (Santiago do Cacém alberga o aterro de
resíduos industriais, na Maria da Moita, e Sines o complexo
industrial) estiveram reunidos segunda-feira com a empresa Águas
de Santo André (AdSA) e o grupo Águas de Portugal (AdP), a quem
pediram esclarecimentos sobre esta matéria.
Para os dois municípios, a solução ideal passaria pela escolha
de uma proposta que contemplasse «o tratamento das 160 mil
toneladas actualmente existentes, bem como das lamas que se
venham a produzir no futuro».
Foram apresentadas quatro propostas no concurso público, com
diferentes soluções e custos implicados: a co-incineração em
Portugal (por 117 euros de tonelada de resíduos tratados), a
co-incineração em Espanha (69 euros), o tratamento
físico-químico no local (65 euros) e o tratamento térmico no
local ou pirólise (40 euros).
Quanto ao alegado atraso do concurso, invocado pelos municípios
de Sines e Santiago do Cacém, Rui Berkemeier do Centro de
Informação de Resíduos (CIR) da Quercus esclareceu que «as
propostas foram apresentadas em Janeiro. Não sei se o concurso
está formalmente atrasado, mas demorado está, seguramente».
Rui Berkemeier sublinha para já que a Quercus «não aceita que o
concurso seja anulado» e já contactou o Ministério do Ambiente
no sentido de obter essa garantia.
O concurso público internacional foi lançado em Outubro do ano
passado.
O vencedor do concurso terá de assegurar o tratamento das cerca
de 160 mil toneladas de lamas oleosas depositadas durante os
últimos 15 anos no aterro da Maria da Moita.
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