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A SAD do Vitoria de Setúbal
não tem bens para penhorar, adiantou o vice-presidente da
sociedade desportiva no final de uma reunião com o solicitador
da execução reclamada pelo empresário do jogador Kassomov.
Ouvido pela Antena1, esta terça-feira, Ronaldo Inácio,
vice-presidente da SAD do clube sadino afirmou que «nada está
penhorado porque a penhora incidiu sobre os bens do clube e não
sobre a SAD». Esta, afirmou o responsável, «não tem nada para
penhorar», adiantando, ainda, que o clube gerará receitas para
liquidar a dívida.
Como os bens da SAD, sobretudo passes de jogadores, já tinham
sido negociados, a SAD não tem bens para dar à penhora. Por
outro lado, como o direito de superfície do estádio também foi
cedido a outra entidade, a execução da penhora acabou por não
ser efectuada, afiançou o vice-presidente da SAD ligada ao
Vitória Futebol Clube.
Segundo Paco Moreno, o empresário espanhol que moveu a acção de
penhora contra o Vitória de Setúbal, todas as tentativas de
chegar a acordo «não resultaram».
Ouvido pela estação de rádio sobre as razões que o levaram a
executar a dívida e com a falta de diálogo, o empresário do
antigo jogador russo explicou: «Mantive diálogo contínuo (…). A
30 de Maio foi o último dia que falei com eles», para dizer
«chega!».
Em causa nesta acção judicial está uma dívida com mais d enove
anos, num valor estimado de 400 mil euros e que motivou a
penhora de bens do clube. Como foi noticiado, a penhora
incidiria sobre material informático, material desportivo, o
autocarro do clube e o próprio estádio.
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