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A manifestação para exigir a
construção do IP8 decorreu hoje de modo atribulado, com um
atraso de 40 minutos devido a um acidente e um pequeno incêndio
numa sarjeta junto ao ministério das Obras Públicas, em Lisboa.
Os cerca de 200 manifestantes da comissão de utentes do IP8 que se
deslocaram do Alentejo ao ministério das Obras Públicas, na Rua
de São Mamede, Lisboa, chegaram com um atraso de 40 minutos em
relação à hora prevista devido a um acidente na ponte 25 de
Abril, para exigirem a construção do IP8 entre Sines e Vila
Verde de Ficalho, em Serpa.
Os manifestantes ocuparam o largo situado em frente ao ministério
das Obras Públicas, determinados, apesar do atraso. O porta-voz
da comissão de utentes, Carlos Alves, presidente da Junta de
Freguesia de Santa Maria, Serpa, afirmou aos jornalistas que a
deslocação a Lisboa pretendeu demonstrar o descontentamento pelo
atraso no início das obras do IP8, reclamando a construção
daquele via de ligação até Espanha.
Afirmou que existe um estudo de impacto ambiental que contempla as
quatro faixas, no troço do aeroporto de Beja até Vila Verde de
Ficalho, mas que “querem construir apenas duas. São 1.800
viaturas que passam por dia naquela estrada, pequena e em mau
estado”, disse o representante dos utentes.
A comissão de utentes lembrou que a construção do IP8 está
prometida há 23 anos e apesar de já existir um estudo de impacto
ambiental, ainda não houve concurso para atribuir a construção
deste itinerário principal.
O responsável deslocou-se às instalações do ministério, juntamente
com alguns membros da comissão, para tentar ser recebido pelo
ministro das Obras Públicas, Mário Lino, ou pelo secretário de
Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos.
Ao fim de mais de uma hora, os manifestantes não tinham ainda
desmobilizado da porta do ministério, altura em que começou a
sair um fumo intenso de uma sarjeta, tendo sido prontamente
chamados os bombeiros.
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