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Governo reconhece direitos históricos da EDP no Alqueva

13/07/07

 

 

      Depois do ministro da Agricultura ter colocado a hipótese de abrir um concurso público para a exploração hidroeléctrica no Alqueva, «o mais provável é que a EDP fique com a produção», refere o jornal Público desta sexta-feira.

   O Conselho de Ministros aprovou, na reunião de ontem, o regime jurídico aplicável à gestão e exploração do Alqueva reconhecendo «todos os compromissos e direitos legalmente atribuídos por actos legislativos anteriores à Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA) e a terceiros», cita o artigo explicando que este enunciado implica que o direito histórico reclamado pela EDP para a concessão da exploração hidroeléctrica da barragem «é assumido» pelo Governo, o que «consolida a hipótese de ajuste directo com a empresa, sem concursos», segundo o jornal.

   No final do ano passado, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, anunciou que estava a estudar formas de valorização da produção de energia eléctrica do Alqueva, uma delas poderia ser o concurso público.

   Essas declarações «foram um balde de água fria para a EDP e fizeram crescer as expectativas de que seria aberta uma corrida à adjudicação, tanto mais que o sector da produção hidroeléctrica fora entretanto aberto à concorrência», nota ainda o jornal.

   Na decisão agora tomada pelo Executivo socialista não é dito claramente que a concessão é entregue à EDP. Mas a referência a direitos atribuídos, reforçada pela decisão de «clarificar o modo como os diversos direitos em presença se articulam entre si, actualizando-os», deixa poucas dúvidas, reforça o Público.
 

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