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A empresa do Alqueva vai desenvolver um plano na
área de influência da barragem para conservar os charcos
temporários mediterrânicos, pequenos corpos de água onde existem
espécies raras ou ameaçadas de extinção, como alguns anfíbios.
O plano resulta de um memorando de entendimento e parceria assinado
entre a EDIA e o Instituto de Conservação da Natureza e da
Biodiversidade (ICNB).
Tem por objectivo realizar um conjunto de acções para identificar e
conservar os diversos charcos que existem na área de
implementação do empreendimento de Alqueva, sobretudo nas zonas
dos blocos de regadio e junto de infra-estruturas da rede
primária de rega.
Como ponto de partida, a EDIA vai fazer um levantamento dos charcos
existentes para avaliar os estados de conservação e identificar
os factores de ameaça e degradação das suas condições naturais.
Algumas práticas agrícolas e pecuárias tradicionais, como o uso de
herbicidas que poluem as águas ou o excesso de pisoteio por gado
bovino devido ao pastoreio extensivo, a poluição e a destruição
por obras de construção de infra-estruturas são algumas das
causas do estado de regressão e degradação dos charcos.
Posteriormente, irão ser definidas medidas de conservação
específicas para cada charco, como a implementação de boas
práticas agrícolas, a remoção de lixos depositados e de espécies
exóticas de peixes que ameaçam as comunidades biológicas típicas
destes habitats e a instalação de vedações para impedir o acesso
do gado.
A implementação de medidas para monitorizar e avaliar os
resultados, além de várias campanhas de sensibilização e
educação ambiental junto dos agricultores e população em geral,
são outras das acções previstas no plano.
Esta iniciativa visa a integração progressiva de acções de
conservação da biodiversidade na gestão das empresas
pan-europeias com o objectivo de parar a perda de biodiversidade
a nível local, regional, nacional e global até 2010.
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