|
|
O traçado proposto para a variante do IP2 em
Estremoz pode obrigar a desactivar uma estação de referência da
Rede Sísmica Nacional, alertou o Instituto de Meteorologia num
parecer que contribuiu para o chumbo daquele projecto.
A opinião desfavorável desta entidade junta-se a outras, igualmente
negativas, que levaram a Comissão de Avaliação do Estudo de
Impacte Ambiental do IP2 - Variante a Estremoz e Reformulação do
Nó com a Estrada Nacional 4 a chumbar o projecto.
A última palavra pertence, no entanto, à Secretaria de Estado do
Ambiente que vai emitir, em Setembro, a Declaração de Impacte
Ambiental que permitirá, ou não, à Estradas de Portugal (EP)
avançar com a construção.
O parecer do Instituto de Meteorologia (IM) chama a atenção para a
necessidade de ser considerada a existência da referida estação
de vital importância para a rede sísmica nacional e essencial
para a vigilância sísmica à escala local e regional, mas também
à escala global, já que foi seleccionada para integrar a Rede
Sísmica Primária do futuro Sistema de Alerta de Tsunamis para o
Atlântico Nordeste e Mediterrâneo que vai começar a operar em
finais deste ano.
Igualmente desfavorável é o parecer da Direcção-Geral dos Recursos
Florestais, que salienta não terem sido previamente analisadas
outras hipóteses de traçado que não colidissem com áreas
ocupadas com povoamentos de sobreiros.
A Comissão de Avaliação (CA) do Estudo de Impacte Ambiental
verificou que a quase totalidade do traçado se desenvolve em
áreas de vinha, olival recentemente plantado e montado, além de
interferir no perímetro de protecção de um arvoredo classificado
de interesse público.
Na sua análise, a CA salientou ainda que teve em consideração a
informação apresentada no decurso da consulta pública por um
grupo de 204 cidadãos que em parecer abaixo-assinado discordam
da actual proposta de traçado, e consideram que tanto esta como
o corredor previsto no Plano Director Municipal, põem em causa a
área mais sensível da circundante de Estremoz. |
 |