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Protocolo entre a EDIA e o IGPAA visa reduzir prazo de conclusão do projecto Alqueva

09/10/07

 

 

   A EDIA e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico vão colaborar para acelerar os processos para salvaguardar vestígios arqueológicos que sejam encontrados durante as obras na área de influência da barragem.

   A parceria, que resulta de um protocolo hoje assinado entre as duas entidades, pretende encontrar formas mais expeditas de minimizar os impactes das obras do plano de rega de Alqueva sobre vestígios arqueológicos que venham a ser descobertos na zona.

   O protocolo, surgiu de forma a concretizar o objectivo do Governo de antecipar em 10 anos (de 2025 para 2015) a conclusão do projecto global de Alqueva, existindo a possibilidade de terminar em 2013.

   As Comissões de Avaliação dos Estudos de Impacte Ambiental nomeadas para o empreendimento de Alqueva irão acompanhar no terreno os trabalhos de minimização dos impactes arqueológicos.

   Após a aprovação das medidas de minimização de impactes arqueológicos prévias às várias empreitadas, o representante do IGESPAR nas Comissões de Avaliação irá também acompanhar directamente, para tentar tornar mais célere, a instrução dos processos de autorização"dos trabalhos arqueológicos.

   Os eventuais trabalhos arqueológicos a efectuar no âmbito desta prestação de serviços, além da libertação de frentes de obra para retoma de empreitadas, serão também acompanhados pelo arqueólogo do IGESPAR no terreno.

   De acordo com a EDIA, as preocupações com a salvaguarda do património histórico e cultural começaram com o início da construção da barragem de Alqueva em 1996, quando a empresa desenvolveu vários projectos de minimização de impactes sobre o património arqueológico, de "dimensão inédita a nível nacional".

   Com o avançar da execução das inúmeras infra-estruturas associadas ao plano de rega de Alqueva, a EDIA já desenvolveu várias escavações arqueológicas, prospecções, registos gráficos e levantamentos topográficos".

   Só este ano, a EDIA já investiu 700 mil euros na realização de intervenções arqueológicas em cerca de 90 ocorrências patrimoniais, localizadas um pouco por todas as infra-estruturas, cujas obras estão em curso ou irão começar em breve.
 

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