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Uma estela funerária com uma das maiores inscrições da escrita
tartéssica é um dos tesouros do museu inaugurado em Almodôvar,
para desvendar achados epigrafados com a mais antiga escrita da
Península Ibérica.
A cerimónia de inauguração do Museu da Escrita do Sudoeste,
realizou-se às 15:00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e foi
presidida pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
Criado pelo município de Almodôvar no edifício do antigo
Cine-Teatro Municipal, no centro histórico da vila, o museu
abriu provisoriamente no fim-de-semana de 18 e 19 de Setembro,
durante as Jornadas Europeias do Património, voltando a encerrar
até à inauguração oficial de hoje.
A instalação do museu em Almodôvar, justifica-se porque este
concelho é uma das áreas da Península Ibérica com uma das
maiores e das mais importantes concentrações daqueles achados. O
museu, que abre com 20 peças, inclui um espólio permanente de 16
estelas achadas no núcleo arqueológico de Almodôvar.
As 16 estelas epigrafadas com Escrita do Sudoeste achadas no
concelho de Almodôvar fazem parte das 75 estelas descobertas em
território português e de um total de 90 conhecidas na Península
Ibérica.
A Escrita do Sudoeste ou Tartéssica, da Idade do Ferro no Sul de
Espanha e Portugal, foi desenvolvida pelos Tartessos, o nome
pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do
Ocidente, que se terá desenvolvido nas zonas das actuais regiões
da Andaluzia espanhola e Baixo Alentejo e Algarve. A escrita dos
Tartessos, que tiveram influências culturais de Egípcios e
Fenícios, é distinta das dos povos vizinhos, complexa e
permanece indecifrável até à actualidade.
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