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Portugal vai ter, já este mês, as primeiras auto-estradas
marítimas a funcionar, a partir dos portos de Sines e Leixões,
garantiu hoje a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula
Vitorino, numa entrevista à agência Lusa.
A aplicação das auto-estradas marítimas é uma das medidas que vai
permitir mais do que duplicar o volume de carga movimentado nos
portos portugueses até 2015, objectivo definido nas Orientações
Estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário .
“As auto-estradas marítimas são a medida que terá o maior impacte
nesse crescimento”, admitiu Ana Paula Vitorino, mas sublinhou
ser difícil estabelecê-lo com exactidão, porque esse crescimento
depende do “efeito conjugado de todas as acções em toda a cadeia
logística, desde a origem das cargas até ao seu destino final”.
As duas carreiras regulares de transporte de mercadorias por via
marítima, com uma frequência pré-determinada, vão ligar o porto
de Leixões a Roterdão, na Holanda e ao porto de Tillbury, no
Reino Unido e o porto de Sines a La Spezia, em Itália, em
percursos com uma duração entre três e cinco dias.
As auto-estradas marítimas permitem reduzir o tempo de imobilização
dos navios nos portos e os custos de transporte, porque
facilitam os procedimentos administrativos necessários à
circulação de carga no mar.
Além destas duas vias, que começam a funcionar, ainda que de forma
experimental, já este mês, Portugal está a negociar com Espanha
e França a criação de uma auto-estrada marítima por Norte, que
ligue o porto de Leixões àqueles dois países.
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