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Uma mulher, de 70 anos e historial de doença cardíaca, foi na
madrugada de ontem transportada de Viana do Alentejo para o
Hospital de Évora dentro de um caixão, num carro funerário, sem
que lhe fosse confirmado o óbito.
A decisão de transportar a idosa, encontrada na noite de domingo
sem sinais de vida na casa onde vivia sozinha, partiu da
procuradora do Ministério Público (MP) de Reguengos de Monsaraz,
após o delegado de saúde de serviço, afecto ao Centro de
Estremoz, ter mostrado disponibilidade para ver o corpo, mas só
na manhã seguinte.
O delegado de saúde é obrigado a confirmar o óbito em caso de morte
violenta como um homicídio, suicídio ou acidente. Neste caso era
uma mulher que sofria de problemas de saúde e entendeu, face à
hora em que foi contactado que a confirmação podia esperar pelas
08h00 de segunda-feira, uma vez que tinha de me deslocar 80
quilómetros.
Quem não quis esperar foi a delegada do MP, que após ver esgotadas
todas as hipóteses para confirmar a morte, decidiu encaminhar o
corpo para o Hospital de Évora.
Como os carros funerários estão proibidos por lei de circular de
madrugada, a forma correcta encontrada para o transporte da
falecida, foi numa ambulância. O carro funerário saiu antes da
meia-noite e chegou a Évora às 00h16. A viatura, que teve
escolta da GNR, ficou estacionada dentro do hospital.
Pela 01h40 saiu uma médica das urgências em direcção ao carro
funerário e foi aberto o caixão para confirmar o óbito perante o
espanto de muitas pessoas que estavam ali por perto a acompanhar
doentes. O corpo foi depois encaminhado para a morgue do
hospital.
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