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O
presidente da Câmara de Évora, cidade que domingo celebra 21
anos de distinção como Património da Humanidade, defendeu ontem
a criação de uma linha de financiamento da União Europeia
dedicada à recuperação de centros históricos classificados.
José Ernesto Oliveira falava após um seminário, realizado no
fim-de-semana, em Évora, que juntou várias cidades portuguesas,
espanholas e italianas, classificadas como Património Mundial
pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e
Cultura (UNESCO).
O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para o período
2007-2013 prevê apenas, segundo o autarca, linhas de
financiamento viradas para a recuperação de cidades e do
património, não incluindo verbas específicas para as cidades
classificadas.
“O que queremos é uma linha de financiamento específica para o
património nos centros urbanos classificados”, afirmou o
autarca, defendendo o emprego, nesta tarefa, de fundos nacionais
e comunitários.
Ainda na área da revitalização do património nas cidades Património
Mundial, José Ernesto Oliveira defendeu a colaboração entre as
autarquias e a Administração Central e parcerias
público-privadas.
O centro histórico de Évora, o maior do país distinguido, com cerca
de 100 hectares, celebra domingo 21 anos como Património
Mundial. O valor patrimonial do centro histórico de Évora foi
reconhecido a 25 de Novembro de 1986, dia em o Comité do
Património Cultural de Paris anunciou a decisão da UNESCO.
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