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Edil de Évora defende financiamento específico para os centros históricos classificados

20/11/07

 

 

   O presidente da Câmara de Évora, cidade que domingo celebra 21 anos de distinção como Património da Humanidade, defendeu ontem a criação de uma linha de financiamento da União Europeia dedicada à recuperação de centros históricos classificados.

   José Ernesto Oliveira falava após um seminário, realizado no fim-de-semana, em Évora, que juntou várias cidades portuguesas, espanholas e italianas, classificadas como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

   O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para o período 2007-2013 prevê apenas, segundo o autarca, linhas de financiamento viradas para a recuperação de cidades e do património, não incluindo verbas específicas para as cidades classificadas.

   “O que queremos é uma linha de financiamento específica para o património nos centros urbanos classificados”, afirmou o autarca, defendendo o emprego, nesta tarefa, de fundos nacionais e comunitários.

   Ainda na área da revitalização do património nas cidades Património Mundial, José Ernesto Oliveira defendeu a colaboração entre as autarquias e a Administração Central e parcerias público-privadas.

   O centro histórico de Évora, o maior do país distinguido, com cerca de 100 hectares, celebra domingo 21 anos como Património Mundial. O valor patrimonial do centro histórico de Évora foi reconhecido a 25 de Novembro de 1986, dia em o Comité do Património Cultural de Paris anunciou a decisão da UNESCO.
 

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