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A comissão de utentes do centro de Saúde de
Grândola vai reivindicar sábado, numa assembleia com a
população, a reabertura das urgências locais, encerradas no
período nocturno desde que, em Outubro, ocorreu um incêndio.
O fogo, que destruiu a sala de urgências, na madrugada de 24 de
Outubro, deveria impedir o funcionamento do Serviço de
Atendimento Permanente (SAP) apenas durante uma semana, período
estipulado para as obras de recuperação do espaço.
Receiam que o incêndio tenha precipitado ainda mais o já previsto
encerramento do SAP e do serviço de internamento, que funcionava
apenas com três das sete camas ocupadas.
As chamas inutilizaram os aparelhos existentes na sala de urgências
durante cerca de quatro horas e, terá sido provocado por um
curto-circuito numa tomada da sala de urgências, alastrando
depois as chamas ao material inflamável.
O actual período de funcionamento da unidade de saúde, entre as
09:00 e as 21:00, é considerado "insuficiente" pela comissão de
utentes local, que lembra que os hospitais mais próximos,
situados em Santiago do Cacém e Setúbal, distam "30 e 40
quilómetros".
A comissão exige que o SAP "se mantenha em funcionamento 24 horas
por dia, porque se justifica plenamente a sua existência em
Grândola, além de contribuir para ‘desentupir’ as urgências do
hospital".
Também o internamento na unidade de saúde local é considerado
essencial pelos populares, que o apontam como um serviço de
"retaguarda”, para dar “suporte a situações de pós-operatórios e
outras, que não precisam de ser tratadas em hospital".
No encontro de sábado com a população, marcado para as 15:00, no
salão da Associação dos Bombeiros Voluntários de Grândola, a
comissão colocará em cima da mesa várias propostas acerca de
formas de luta para contrariar a situação.
A directora do centro de Saúde reforçou que as urgências "só não
funcionam das 21:00 às 09:00", por ainda se aguardarem as obras
necessárias para reparar os estragos causados pelo incêndio.
"Pelo que sei, estamos em processo de auscultação de orçamentos
para adjudicação da empreitada", adiantou, frisando que, "nos
edifícios públicos as coisas são mais demoradas".
Graça Coito assegurou, no entanto, não ter “qualquer informação"
acerca da possibilidade de fecho definitivo do SAP, como receia
a comissão de utentes.
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