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O super-petroleiro “New Vision” atracou
ontem no terminal do porto de Sines, no Litoral Alentejano, para
proceder à trasfega das 300 mil toneladas de crude. Devido aos
problemas técnicos provocados por uma avaria e à dimensão do
navio francês – com 334 metros de comprimento e um calado de 23
metros, o equivalente a 11 pisos – demorou mais de três horas a
acostar.
As operações de trasfega das 300 mil toneladas de crude
transportadas pelo petroleiro têm hoje início e vão decorrer nos
próximos três a quatro dias.
O primeiro navio que vai efectuar a trasfega de metade do crude, o
‘Alaska’, proveniente de Itália, mantinha-se, ontem à tarde, ao
largo do porto. As autoridades aguardam, ainda, a chegada do
segundo navio ‘Amore Mio’, que procede de Gibraltar.
Após conclusão da operação, o ‘New Vision’, segue para o estaleiro
da Lisnave, no porto de Setúbal, onde será reparado. Trata-se,
segundo Duarte Lince, “de uma reparação simples”.
O super-petroleiro francês, construído em 1994, sofreu uma avaria
no sistema eléctrico, depois de ter entrado água na proa durante
uma tempestade no Mar do Norte quando fazia a rota entre a
Noruega e o Canadá.
Depois de um desvio da rota, dias antes do Natal, o ‘New Vision’,
que transporta uma tripulação de três franceses e 27 indianos,
sofreu uma primeira reparação a 14 milhas (25,9 quilómetros) da
costa portuguesa. No final dos trabalhos, a 29 de Dezembro, os
peritos da Capitania de Sines e da Autoridade de Controlo de
Tráfego Marítimo realizaram um vistoria técnica ao petroleiro e
autorizaram a sua entrada em águas territoriais portuguesas.
Devido ao mau tempo só ontem foi possível a acostagem.
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