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Os dois idosos feridos no incêndio ocorrido há
uma semana num lar em Serpa e internados no Hospital de São
José, em Lisboa, estão em situação delicada. O homem de 91 anos
e a mulher de 86 continuam internados e “estão em situação
delicada, devido às consequências das queimaduras e também à sua
idade", precisou fonte do Hospital de São José.
O incêndio no Lar de S. Francisco, com 102 utentes e gerido pela
Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS), causou quatro mortos
e seis feridos graves, quatro dos quais ainda internados.
Dois estão na unidade de queimados do Hospital de São José e os
outros dois permanecem internados, mas livres de perigo, no
Hospital de Beja.
Além dos três mortos durante o incêndio, um dos feridos graves, que
esteve internado no Hospital de Beja, morreu sexta-feira,
elevando para quatro o número de vítimas mortais do sinistro.
Um outro idoso ferido no incêndio acabou também por morrer
quarta-feira, dois dias após ter saído do hospital de Beja e ter
entrado no Lar de Santana da Serra, em Ourique (Beja). A
directora do lar, Ana Rato, explicou que a morte se deveu a
"causas naturais", escusando-se a relacionar o óbito ao
incêndio.
Entretanto, já começaram as intervenções no piso do rés-do-chão, o
menos afectado pelo incêndio, que incluem a substituição de
janelas, do ar condicionado e pintura das paredes. O piso deverá
estar pronto no final desta semana para acolher primeiro os 48
utentes que foram realojados fora de Serpa, em várias
misericórdias do distrito de Beja.
O piso do primeiro andar e a sala de convívio, as zonas do lar mais
afectadas pelo fogo, começaram já a ser preparadas para serem
alvo de "intervenções mais profundas". As obras, que incluem a
substituição integral do chão, das janelas, da parte eléctrica,
do ar condicionado e a pintura das paredes, deverão terminar "no
final deste mês", para acolher os 45 utentes realojados numa
residência de estudantes em Serpa, adiantou.
De acordo com Maria Ana Pires, o valor dos danos causados pelo
incêndio ainda não está apurado, sendo a recuperação do lar
financiada pela SCMS e comparticipada pela Segurança Social, que
"já se demonstrou disponível para ajudar, através de um fundo de
emergência".
Maria Ana Pires disse também que o lar já retomou a prestação do
serviço de apoio domiciliário, que fornece refeições e presta
cuidados de higiene a 50 utentes residentes em Serpa.
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