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A segunda empreitada de construção do aeroporto
de Beja, prevista terminar este mês, só deverá ser adjudicada em
Agosto, após escolhida a empresa construtora, desbloqueando um
impasse no concurso público que durava há sete meses.
O presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB),
José Queirós, disse ontem que o conselho de administração
decidiu adjudicar as obras de construção dos edifícios do
aeroporto ao consórcio formado pelo grupo OPWAY, que resultou da
fusão entre as empresas OPCA e SOPOL, esta à qual foi adjudicada
a primeira empreitada, e a empresa Teodoro Gomes Alho.
Segue-se, nos próximos dias, a discussão e assinatura do contrato
entre a EDAB e o consórcio, acrescentou o responsável, referindo
que as obras, inicialmente previstas começar em Novembro de 2007
e terminar no final deste mês, deverão ser adjudicadas "em
Agosto" e começar "pouco depois", dado que o empreiteiro já
dispõe de estaleiro montado na zona desde o início da primeira
empreitada.
Após a comissão de avaliação ter chumbado, no final de 2007, todas
as propostas do concurso público para a execução da segunda
empreitada, "devido a respostas incompletas nos processos",
lembrou José Queirós, a EDAB convidou as empresas concorrentes a
enviar novas propostas e uma outra comissão de avaliação,
através de negociações directas, "escolheu a proposta mais
favorável".
Orçada em cerca de 10,1 milhões de euros, a segunda empreitada, que
deverá durar seis meses e meio, disse o responsável, inclui a
construção dos terminais (um de passageiros e outro de carga) e
dos edifícios (serviços, bombeiros, material de placa e
portaria).
Mais de um ano e três meses após o arranque, a primeira empreitada,
prevista durar até ao último mês de Abril, também está atrasada
devido a "um problema operacional", justificou o responsável,
referindo que as obras estão "praticamente concluídas" e deverão
terminar "em breve".
Orçada em 10 milhões de euros, a primeira empreitada incluiu a
construção da placa de estacionamento, das áreas operacionais e
das estradas de ligação às pistas da Base Aérea nº11 (BA11).
A entrada em funcionamento do aeroporto estava prevista para o
final do ano, mas, devido ao atraso no arranque da segunda
empreitada, José Queirós preferiu hoje não aludir a prazos.
Actualmente, a EDAB, através de uma comissão de avaliação, está a
apreciar as propostas do concurso público para a construção de
uma estação de tratamento de águas residuais, num investimento
de 850 mil euros.
Os voos de passageiros, o transporte de carga e a distribuição
aérea de produtos destinados à Europa e a aposta na indústria
aeronáutica "como motor de desenvolvimento da região" são os
objectivos da plataforma aeroportuária alentejana, que vai ficar
a cinco minutos da cidade de Beja e resultará do alargamento da
utilização da Base Aérea nº11 para fins civis.
A construção do aeroporto é financiada por fundos comunitários e
pelo Orçamento de Estado, através de verbas provenientes do
Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e contempladas
no Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da
Administração Central de 2006 (15,9 milhões de euros), 2007
(15,1 milhões) e 2008 (2,1 milhões). |
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