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Obras da segunda empreitada do Aeroporto de Beja deverão ser adjudicadas em Agosto

29/07/08

 

 

    A segunda empreitada de construção do aeroporto de Beja, prevista terminar este mês, só deverá ser adjudicada em Agosto, após escolhida a empresa construtora, desbloqueando um impasse no concurso público que durava há sete meses.

   O presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB), José Queirós, disse ontem que o conselho de administração decidiu adjudicar as obras de construção dos edifícios do aeroporto ao consórcio formado pelo grupo OPWAY, que resultou da fusão entre as empresas OPCA e SOPOL, esta à qual foi adjudicada a primeira empreitada, e a empresa Teodoro Gomes Alho.

   Segue-se, nos próximos dias, a discussão e assinatura do contrato entre a EDAB e o consórcio, acrescentou o responsável, referindo que as obras, inicialmente previstas começar em Novembro de 2007 e terminar no final deste mês, deverão ser adjudicadas "em Agosto" e começar "pouco depois", dado que o empreiteiro já dispõe de estaleiro montado na zona desde o início da primeira empreitada.

   Após a comissão de avaliação ter chumbado, no final de 2007, todas as propostas do concurso público para a execução da segunda empreitada, "devido a respostas incompletas nos processos", lembrou José Queirós, a EDAB convidou as empresas concorrentes a enviar novas propostas e uma outra comissão de avaliação, através de negociações directas, "escolheu a proposta mais favorável".

   Orçada em cerca de 10,1 milhões de euros, a segunda empreitada, que deverá durar seis meses e meio, disse o responsável, inclui a construção dos terminais (um de passageiros e outro de carga) e dos edifícios (serviços, bombeiros, material de placa e portaria).

   Mais de um ano e três meses após o arranque, a primeira empreitada, prevista durar até ao último mês de Abril, também está atrasada devido a "um problema operacional", justificou o responsável, referindo que as obras estão "praticamente concluídas" e deverão terminar "em breve".

   Orçada em 10 milhões de euros, a primeira empreitada incluiu a construção da placa de estacionamento, das áreas operacionais e das estradas de ligação às pistas da Base Aérea nº11 (BA11).

   A entrada em funcionamento do aeroporto estava prevista para o final do ano, mas, devido ao atraso no arranque da segunda empreitada, José Queirós preferiu hoje não aludir a prazos.

   Actualmente, a EDAB, através de uma comissão de avaliação, está a apreciar as propostas do concurso público para a construção de uma estação de tratamento de águas residuais, num investimento de 850 mil euros.

   Os voos de passageiros, o transporte de carga e a distribuição aérea de produtos destinados à Europa e a aposta na indústria aeronáutica "como motor de desenvolvimento da região" são os objectivos da plataforma aeroportuária alentejana, que vai ficar a cinco minutos da cidade de Beja e resultará do alargamento da utilização da Base Aérea nº11 para fins civis.

   A construção do aeroporto é financiada por fundos comunitários e pelo Orçamento de Estado, através de verbas provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e contempladas no Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central de 2006 (15,9 milhões de euros), 2007 (15,1 milhões) e 2008 (2,1 milhões).

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